segunda-feira, 12 de junho de 2017

Inveja: Aprendendo a lidar e liderar pessoas...








Inveja

Aprendendo a liderar...

Para começar devemos nos ater à diferença entre inveja e cobiça, inveja está mais voltada para aquilo que a pessoa é (sua personalidade, coragem, virtudes, ética, moral, etc.), já a cobiça está mais voltada ao que a pessoa possui (bens, carros, mulheres, poder, etc.).

No inicio de nossas vidas a ingenuidade nos protegia deste mal, pois na infância não percebíamos tais sutilezas berrantes bem na ponta de nosso nariz. E mesmo quando percebíamos, eis que se tornava muitas vezes uma rivalidade sadia entre amigos. Fora que é mais comum a cobiça ingênua do que a inveja maliciosa entre crianças e adolescentes. Esforçávamos ao máximo para fazer a pipa maior, com a rabiola maior, que nosso amigo para que este ficasse com “inveja”, quando não conseguíamos, eis que era nós que o “invejávamos”, mas jamais a amizade era abalada por tal inveja (cobiça), na verdade isso fazia parte da amizade, era sadio, era normal, era banal. Ríamos de tais situações, provocávamos uns aos outros. Tempo bão este de mulekagem travessa. Hehehe

Mas o tempo passa e nos tornamos adultos chatos, melancólicos, intolerantes, rabugentos... A boa malandragem some e a malícia negativa toma conta, passamos a sacar as mensagens subliminares. Aí meu amigo, o CAOS toma conta de nossas mentes, nos tornamos infelizes amargos que passam a enxergar e supervalorizar somente as falhas das pessoas em nossa volta. Ficamos cegos, pois não percebemos mais nossas próprias falhas, nos transformamos em obsessores sedentos em julgar e punir tudo e todos, pois não paramos apenas nas pessoas, passamos a personificar e mistificar produtos, serviços, empresas, instituições, clima, tempo...TUDO!!! Pois loucura pouca é bobagem! Achamos que tudo conspira contra nós, que tudo nos inveja, que somos o centro do universo. Hehehe

Qual a solução?
Não dar importância!
Volte a ser ingênuo!
Perceba, mas não dê importância, para seu próprio bem, para que isso não se torne uma neurose, uma mania de perseguição ou coisa pior.

A inveja é inerente ao ser humano, faz parte da sua psique, como vários outros transtornos mentais que em pequenas doses compõem nossa personalidade sem maiores danos à nossa vida, como: preocupação, paixão, ódio, rancor, tristeza, melancolia, vícios, ansiedade, etc... Acreditem, tudo isso possui sua função, caso contrário não existiriam. Mas devemos ter muito cuidado com invejosos, pois quando estes possuem poder real sobre nossas vidas podemos nos meter numa situação insuportável e contínua, num circulo destrutivo para ambas as partes. Esse invejoso precisa ser desarmado o quanto antes de alguma forma.

E para quem exerce alguma função de liderança ou de destaque tudo passa a ser maximizado e o cuidado deve ser redobrado. Líderes sempre serão o alvo preferido dos invejosos, pois todos querem ser como eles e cobiçam seu lugar para piorar.
Por outra ótica tome cuidado, também, para não se tornar um invejoso crônico ou um invejado crônico, pois tais estados psíquicos são lastimáveis, negativos ao extremo, destrutivos. Procure urgentemente ajuda psicológica nestes casos. O invejoso crônico é uma pessoa que não se controla, que é capaz até de matar o invejado com a plena certeza de estar fazendo o certo. Já o invejado crônico muitas vezes são pessoas frustradas com as conseqüências das escolhas erradas que fez na vida, e para sobreviver passam a culpar os supostos invejosos que o rodeiam, vitimas da sociedade. E em casos não raros o invejoso é um invejado em potencial, pelo menos na sua cabeça insana.

A inveja prejudica o invejado, porém prejudica mil vezes mais o próprio invejoso. A pessoa que convive com tal sentimento ruim possui na verdade um “demônio devorador” que se instalou em sua mente, em sua alma.

Quando uma pessoa boa está passando por dificuldades muitos invejosos aparecem para supostamente ajudar confraternizando com sua dor, mas basta esta pessoa melhorar para que a inveja volte a incomodar, uns se distanciam colocando a culpa no invejado atacando sua estima, outros tentam boicotar ardilosamente, pois a felicidade alheia os fere como navalha. Nestes casos mais complicados o melhor a fazer, para o bem do próprio invejoso, é se afastar, anular esta pessoa de nossas vidas, excluir das redes sociais e tudo mais. Cuidado com quem se aproxima de ti em momentos difíceis, cuidado para não se tornar escravo emocional desta pessoa, pois ela usará seu sentimento de gratidão para controlar sua vida, privar-lhe de sua liberdade, de sua autonomia.

Agora tirando as situações extremas de lado, podemos afirmar que a inveja além de coisa banal e cotidiana, ela só possui poder sobre nossas vidas se dermos importância demais a mesma. Temos situações onde pais têm inveja de filhos, e vice-versa, situações estas tão banais quanto complicadas, uma vez identificadas devem ser toleradas, desprezadas, desconsideradas, pois tentar conscientizar, tentar mudar a pessoa não funciona, pois esta jamais vai admitir possuir tal sentimento e de que este possa estar fora de controle. Quanto mais atenção der, pior fica. Fato!

Manter o bom senso é a chave!

Desarme o invejoso e não dê mais importância ao mesmo, deixe-o de lado, tolere, esqueça, toque sua vida, dê atenção para quem mereça sua atenção, cuide de sua família, cuide de você, seja feliz.

Que a sabedoria de Deus nos contamine, amém!

Luiz Mariano (Autodidata apaixonado por marcenaria, design, arquitetura, arte, filosofia, psicanálise, ..., e mulheres bonitas, hehehe).

Santo André, 11 de Junho de 2017.