quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Fablab / Clube do Arduino - Filosofia do Código Aberto em Prática:



Clube de interessados e entusiastas em Arduino sediado no Fablab livre SP da Galeria Olido.
-- Reuniões --
Local: Fablab da Galeria Olido
Data: toda quinta
Horário: das 14h às 18h
Quem pode participar? Quem sabe e quem não sabe sobre Arduino. Quem tá afim de aprender, dividir conhecimentos, projetos e fazer coisas piscarem, girarem, falarem e tudo mais que se possa imaginar com um Arduino.


Fablab / Clube do Arduíno SP - Curta o Grupo no Facebook

Visita à Oficina - Galeria Olido - 18/01/208 - Quinta:

Hoje a convite do amigo arquiteto, Sérgio Hespanha, que está entusiasmado por ARDUINO... Fui lá em São Paulo do lado da Galeria do Rock conferir o trabalho espetacular deste grupo que segue a filosofia do código aberto, ou seja, um ambiente onde ninguém esconde o ouro e todos trocam conhecimento técnico livremente além dos debates corriqueiros sobre os mais variados temas relacionados ao trabalho e interação entre as gerações. Na mesma roda de samba estava representantes da geração X, Y e Z trocando ideias, ouvindo e falando, engenheiro, arquitetos, estudantes, marceneiro, hehehe. Multidisciplinar de fato! 

Fomos muito bem recepcionados pelo pessoal e tivemos uma aula de LÓGICA DE PROGRAMAÇÃO e um longo debate de ideias com o Engenheiro Químico, Sr. Carlos, que é um entusiasta do Arduíno, que trouxe um protótipo de um aparelho multitarefas que exigiu uma programação mais complexa. Ele passou o endereço de sua página (Link AQUI) onde explana com detalhes um outro projeto.

O que me deixou mais impressionado foi o espírito colaborativo e inventivo do ambiente, lembrou muito a moda do "Faça você mesmo!" que dominou os grupos de MARCENARIA nas redes sociais, porém com uma pegada mais séria e técnica a meu ver.

Nos debates um ponto que fiz questão de levantar é que no universo da marcenaria já estamos bem avançados nesta filosofia de difundir conhecimento livremente, critico a qualidade e as intervenções manipulativas dos fornecedores no meio assim como a ação das agências de marketing via fakes, mas no meio do joio há o trigo. Mas no universo do DESIGN e da ARQUITETURA precisamos urgentemente quebrar tal barreira que tem como agravante a presença do egocentrismo acadêmico, visão exacerbada sobre direitos autorais e reserva de mercado, entre outros. Todos concordaram!

FAÇAM UMA VISITA!!!

ACOMPANHEM O GRUPO NO FACEBOOK!!!


O que é Arduino?

Arduino é uma placa que consegue ler informações de botões e sensores de vários tipos como movimento, som, luminosidade, umidade e, através de um processamento, transforma em saídas para controlar luzes, motores e outros atuadores. Esse processamento é feito através de um código que você pode criar para controlar seu projeto! 
Utiliza uma comunicação USB de fácil manipulação.




Do que se trata a Fablab?

O Fab Lab Livre SP é uma rede de laboratórios públicos - espaços de criatividade, aprendizado e inovação acessíveis a todos interessados em desenvolver e construir projetos. Através de processos colaborativos de criação, compartilhamento do conhecimento, e do uso de ferramentas de fabricação digital, o Fab Lab Livre SP traz à população de São Paulo a possibilidade de aprender, projetar e produzir diversos tipos de objetos, e em diferentes escalas.

Os laboratórios são equipados com impressoras 3D, cortadoras a laser, plotter de recorte, fresadoras CNC, computadores com software de desenho digital CAD, equipamentos de eletrônica e robótica, e ferramentas de marcenaria e mecânica. Os Fab Labs Livre SP contam com uma equipe dinâmica que incentiva o aprendizado compartilhado e a criatividade através do fazer, realizando cursos e orientando o desenvolvimento de projetos.

Frutos de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia da Prefeitura Municipal de São Paulo e o Instituto de Tecnologia Social, os Fab Labs Livre SP são abertos e acessíveis a todas as pessoas que tenham interesse em aprender, desenvolver e construir projetos coletivos ou pessoais, envolvendo tecnologia de fabricação digital, eletrônica, técnicas tradicionais e práticas artísticas.

São oferecidas oficinas, cursos e palestras, disseminando a produção do conhecimento em tecnologia, ciência, arte e inovação. Através de um processo humanizado as atividades de ensino estimulam o compartilhamento da informação e construção coletiva de ideias. Os Fab Labs Livre SP democratizam o acesso às novas tecnologias de fabricação digital, disponibilizando à população ferramentas tecnológicas de última geração e vivência em grupo em um ambiente colaborativo e inovador.

Ao todo são doze laboratórios que integram a Rede Publica de Laboratórios de Fabricação Digital, abrangendo todas as regiões do Município de São Paulo. A rede de laboratórios Fab Lab Livre SP objetiva fomentar o desenvolvimento de ideias criativas e inovadoras que beneficiam a comunidade e o surgimento de novas oportunidades profissionais.

(Fonte: SAIBA MAIS / LINK)

Amostras de Corte à Laser

Peças cortadas pela Router CNC

Amostras do Potencial da Impressão 3D

Máq. Corte à Laser


Luiz Mariano
Autodidata apaixonado por marcenaria, design, arquitetura, arte, filosofia,... Pela Vida!!!
www.marianomoveis.com.br

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

O que é DESIGN??? A eterna guerra dos termos...



Num debate em nossa página no Facebook, madearBrasil, como sempre as divergências em relação ao que é ou não design entraram em voga...
Tava eu me deslumbrando com os paranaues do dyzainy de cunho artístico autoral, meu hobby aliás, quando o professor de design de produto Marcelo de Resende da UEMG postou uma observação (entenda como provocação, rsrsrs, puxada de orelha mesmo!):

"Não confundam design com artesanato ou arte. Design implica necessariamente em produção seriada a partir de conceitos planejados." (Marcelo Resende)

Confesso que me senti honrado pela provocação, pois adoro debater o que eu não entendo com quem entende da coisa. kkkk Sou maluco, eu sei! Sempre fui, sou um millennial do caralho, comportamento típico dos mesmos isso. hehehe "NORMAL"!

Luiz Mariano:
"Concordo e não concordo.... Design possui várias vertentes.... O autoral de cunho artístico transcende esta filosofia modernista da produção em série, foco, força e fé, volume, eficiência e tal........ Ele caminha no muro que divide o design por ti citado e a arte. Não possui barreiras, quebra regras e cria outras. É o campo das experimentações, da provocação dos sentidos, da percepção em terceirirade. Um jogo de erro e acerto, fazer coisas ridículas que todo mundo curte e coisas fantásticas que ninguém liga. Kkkkkkk AS COISAS SÃO ASSIM..... O autoral provoca egos e vende status, porém a proposta aqui é reverter está situação e passar a vender status e provocar egos, apenas pra fazer diferenTIM! Kkkkkkk... Ou não!"

Marcelo de Resende:
"Para fazer diferente invente outro termo pq design é outra coisa."

Luiz Mariano:
"Seria uma opção! Como também seria outra opção aceitar que o design é um termo amplo utilizado para especificar, ou melhor, generalizar várias linhas de atuação inter-relacionadas. A grosso modo é como você dizer que design de produto é design de verdade, design gráfico é questionável e design de interiores é decoração, coisa assim. Design se tornou um Deus, cada um tem o seu e o interpreta ao bem querer. Fato fractal áureo.
O que posso fazer para me redimir é fazer uma matéria no Blog tentando elucidar as diferentes vertentes do design e sub-vertentes, ou especializações e tal.... Não posso afirmar, por exemplo, que o design não está contido na cenografia, e vice-versa, são intrínsecos e tal..."

Segue o print da curta conversa que motivou este post aqui no Blog e a tentativa de desmistificar o tema:












Detalhe: Isto segue minha proposta de usar as redes sociais para algo mais. (...)

O que é DESIGN?

Ao ler o artigo do site Wikipédia que define o que é design passei a entender melhor a provocação do Marcelo de Resende, pois tudo o que ele falou está lá estampado:

"O design [dizáin][1] é a idealização, criação, desenvolvimento, configuração, concepção, elaboração e especificação de artefatos, normalmente produzidos industrialmente ou por meio de sistema de produção seriada que demanda padronização dos componentes e desenho normalizado. Essa é uma atividade estratégica, técnica e criativa, normalmente orientada por uma intenção ou objetivo, ou para a solução de um problema." (Veja Mais)

Como sempre os acadêmicos seguem suas cartilhas, mais do mesmo, SEMPRE! hehehe
Mas o próprio artigo admite que existem abordagens diferentes que coexistem atualmente. Fica evidente que aqui no Brasil os designers de produto, outrora denominados desenhistas industriais, foram os primeiros a adotar o termo "design" e com isso ficam ressentidos com a proporção enorme de novas vertentes que se apoderaram do termo causando uma generalização e banalização total do mesmo.

Ao pesquisar melhor podemos concluir que o termo "design" abraça duas significações, uma abstrata que se refere ao ato de designar, criar, planejar... Outra concreta que se refere ao ato de desenhar, porém o desenho como parte do processo criativo na criação de produtos e soluções.

É neste sentido que continuo a defender o design de cunho artístico autoral como sendo sim uma legítima vertente do DESIGN, pois segue a essência do design de aliar forma e função transcendendo tudo para uma reflexão em terceiridade provocando todos os sentidos dos observadores/usuários. Pode ser peças únicas como peças produzidas em pequena escala de forma artesanal, semi ou totalmente industrial. Fogem da classificação de arte pelo fato de possuírem uma forte preocupação funcional embutida.

Outras opiniões... 

=> Paulo Oliveira, designer de interiores:<=

Fui trocar ideia com o professor de Design de Interiores, Paulo Oliveira, de Londrina - PR via Messenger e finalmente tivemos uma conversa produtiva, minha proposta é coletar a visão do que é ou não design no ponto de vista de cada uma das vertentes reconhecidas como design de fato...

Paulo Oliveira:
"De forma bem rápida, contrapondo os argumentos dos dois: Podemos dizer que design, na forma como ele coloca, pode ser entendido como desenho industrial 'ipsis litteris' (pelas mesmas palavras). Esse sim tem produção seriada e em larga escala. O Design atual não tem essa necessidade pois os usuários estão cada vez mais individualizados cabendo, portanto, criações específicas, únicas, autorais e que vão muito alem do design assinado fruto de 'Status Quo'." 

Luiz Mariano:
E o design pelo ponto de vista apenas de interiores?

Paulo Oliveira:
"Entra nisso que escrevi sobre o design não industrial. Afinal, devemos considerar as necessidades e particularidades de um usuário (ou um grupo familiar ou de clientes) com um projeto exclusivo, autoral e único baseado nas metodologias, técnicas e conceitos do DESIGN."

Luiz Mariano:
Você diria que o individualismo assim como a preocupação com a evolução espiritual voltou com força total neste contexto pós-moderno contemporâneo ..... e que o designer de interiores está mais antenado nestas novas tendências comportamentais???

Paulo Oliveira:
"É realmente um traço importante nos projetos de interiores porém não só esse. Os principais são a segurança, o bem estar, a ergonomia - plena - e o pertencimento (eu/identidade) nos espaços para todos os usuários. Os DInt sempre se preocuparam com isso tudo Mariano. Quem passa por cima e faz modinha são os arquitetos que fogem da construção civil e fazem decoração."

Luiz Mariano:
Acredito que o design de interiores de certa forma rompeu com a filosofia modernista, você concorda? Que ele atende uma demanda mais exclusiva, sob medida... Ele adéqua soluções criadas para o coletivo....enquanto o DP x Produção em Série cria soluções coletivas... desprovidas de personalidade individual e tal.....

Paulo Oliveira:
"Sim. Por isso estilos pouco importam para a gente. Conhecemos, identificamos elementos mas não impomos nada Afinal, o espaço é do usuário e não nosso ou para capas de revistas.
O argumento do Marcelo de Resende é perigoso. Ele exclui profissionais renomados e premiados internacionalmente apenas porquê suas produções não são seriadas. Vide Maurício Azeredo.
Design é um aglomerado de conhecimentos, metodologias e técnicas especificas, geralmente com foco no usuário e na identificação e solução de seus problemas. Podem ser aplicados em diversas áreas de diversas formas como temos visto atualmente, incluindo a educação onde temos o design Thinking/ design de serviços/ instrucional/ interiores e ambientes/ etc mudando as escolas e a forma de ensinar. A questão de necessariamente ter de ser industrializado para ser design é uma visão antiga, ultrapassada e egocêntrica que não cabe mais na atualidade."

Vejam essa matéria da Habitus sobre o surgimento do Design Assinado nos anos 80. Fala do Maurício Azeredo entre outros nomes consagrados do mobiliário autoral brasileiro=> (AQUI!!!)


=> Marcelo Barros, designer gráfico:<=

O Marcelo Barros, designer gráfico do Rio de Janeiro, aceitando o convite para participar deste tópico postou suas opiniões na página madearBrasil e tivemos um breve debate:

Marcelo Barros:
"Olá Luiz Mariano e Marcelo de Resende tentarei dar meus "pitacos" aqui, trazendo livremente minhas opiniões:
Arte é diferente de Artesanato que é diferente de Design que é diferente de Arte que é diferente de Artesanato...
Como o Marcelo de Resende disse antes:
"Não confundam design com artesanato ou arte".
"Design implica necessariamente em produção seriada a partir de conceitos planejados".
Design é Projeto e com específica intenção de ser industrializado!
Porém existe uma "incerta" união de várias áreas!
E pelo que percebo, em outros países, como também aqui no Brasil, o "Design" é um termo amplo.
Porém aqui ainda percebemos o "Design" como algo banal, que se aprende em qualquer lugar, pra se criar/fazer qualquer "coisa"!
Ou então percebemos o "Design" como "Lindo", "Arrojado", com alto teor de beleza, chamado então de "Arte"!
- Design é a criação de "algo", com base em conceitos de Projeto (planejamento esquemático), ou seja tendo "necessariamente" uma base industrial, e que deverá ter a finalidade de ter uma produção seriada.
- Arte é a criação de "algo", com ou sem Projeto, e com nenhuma intenção de ser industrializado, ou seja "NUNCA" deverá possuir a intenção de ter uma produção seriada.
Artesanato é a criação de "algo", com Projeto, e que deverá possuir a intenção de ter uma produção seriada/industrializada de modo "caseiro"."

Luiz Mariano:
Porém onde o design gráfico se enquadra nesta visão? Tendo em vista que também é design.... E as novas vertentes atreladas ao gráfico? E você concorda com está visão de atrelar totalmente o design à indústria x produção em série? Não há design fora dos portões das fábricas?

Marcelo Barros:
"O Design é a função/profissão de quem é/era formado em ''Desenho Industrial'', como os antigos Designers. Pois o termo ''Design'' foi especificamente dado aos profissionais formados por uma Instituição daqui do Rio de Janeiro, a ''ESDI'' (Escola Superior de Desenho Industrial).
Porém pode ser também a Cadeira ''Design'' de quem estuda Comunicação Social."


Luiz Mariano:
Então as novas vertentes se apoderaram indevidamente dos termos: design/designers?
Por esta lógica até os DG se encontram fora da Lei e da Ordem? Rsrrs 
E tal termo não possui origens externas? Quais?
Marcelo Barros: 
"Design nunca estará desassociado da indústria, pois ele só é ''Definido'' pela Produção em Série!
O que costumam chamar de ''Design'' atualmente NÃO é Design, é somente ''Desenho'', ou melhor, um ''Desenho Arrojado, ou Requintado, ou Elegante (ou seja, só bonito)''!
Design tem função, um objetivo definido de comercialização, ou seja de promoção, de marketing.
O termo Design é bastante interessante e complicado pra se traduzir, porém deve-se percebe-lo no âmbito do Marketing, no de projeto com função objetiva e comercial. E não no de desenho meramente ilustrativo, ou de beleza."

Luiz Mariano:
Genérico!!!! Se o Marcelo de Resende tivesse afirmado que isso não é design de PRODUTO com raízes Bauhauenses de lá Tcheraaa, eu não iria polemizar, mas.... Deu pano pra manga.... Kkkkk Design não é estático! Está em evolução contínua.... Na verdade essa é sua maior missão! Está mais voltado às necessidades humanas individuais, mais próximo do ser do que a Arquitetura que é algo mais voltado ao uso coletivo.....O design de produto também segue esta filosofia modernista de tentar forçar soluções universais ao maior número de indivíduos possíveis, padronizar medidas, por exemplo, num universo que não segue padrão algum, .....Mas gostei da discussão.... Antes de falarmos de Design no Blog e aqui na página devemos primeiramente reverenciar os espíritos ancestrais, se é que me permite a metáfora.... Vamos elucidar as origens do design e suas posteriores ramificações. Hehehe Em breve! Aguardem!!!

Marcelo Barros:
"Design não é estático! Está em evolução contínua!
Porém o Design é um dos ''frutos'' da Revolução Industrial.
Hoje tem vários estilos, desde o mais barato até o mais caro.
Porém está voltado, e sempre esteve, a atender as necessidades humanas globais, porém atualmente dizendo serem ''individuais'', voltado prioritariamente ao uso coletivo.
Todos os ''Designs'' seguem a filosofia de encontrar a melhor solução de usabilidade/aceitabilidade pelo maior número de indivíduos possíveis, padronizando tudo.
E isso pra ser aplicado em massa. Industrializado.
Pode ''parecer'' orientado às necessidades individuais, porém isso é só pra encarecer o produto/serviço, tentando se ''assemelhar'' a Arte."


Luiz Mariano:
Não concordo! Design de interiores, por exemplo, rompeu com esta filosofia modernista e segue o conceito dos móveis sob medida, onde processos e conceitos da indústria são adaptados à produção de soluções que atendem as necessidades individuais de cada caso ou até de cada usuário, como do cliente deste cliente quando tratamos de projetos corporativos ou comerciais. ......... Costumo dizer que segue uma filosofia pós-modernista onde Menos é muito Pouco!!! Tal atuação é também uma vertente do design que coexiste com o desenho industrial...... DG já um caso a parte que dá suporte a todas as demais vertentes, um comunicador.

Marcelo Barros:
"Você fala sobre móveis sob medida ser um projeto individual?
Ok. Me diga o que é o ''Cartão de Visita'''?
Posso ter a total liberdade na criação dele? Ou só posso me utilizar das ''formas'' específicas à ele? Como fontes? Tamanhos de fontes? Escolher as Formas (retangulares, circulares, lineares...)? Escolher as cores? Escolher Figuras?..."

Luiz Mariano:
Móveis sob medida utiliza design, mas não é definido como tal.... Usei para exemplificar o conceito........... E DG é um caso à parte.... Sim! Ele cria soluções "sob medida" também! Criar marcas, identidades e tal..... Nada a ver com produção em série de soluções universais. Passamos a girar em círculos aqui. Estamos falando a mesma coisa com símbolos arbitrários (palavras, rsrrs) diferentes.


Conclusão FINAL: 

Cada um pode e deve tirar a sua própria conclusão, mas no meu entender há uma disputa entre reacionários e revolucionários do design e um esforço cada vez maior de atrelar ao termo um ar de seriedade técnica para com isso tentar agregar valor e doutrinar o senso comum que entende o design como sendo apenas uma preocupação estética ou/e artística, desprovido de um estudo mais elaborado.
Acho isso importante, mas de forma alguma o trabalho de profissionais sérios que dedicaram e dedicam suas vidas às novas vertentes deve ser desprezado. 

O PRECONCEITO contra o que é novo deve ser COMBATIDO!
Assim como o preconceito contra o DESIGN e os DESIGNERS!!!

A meu ver basta deixar claro ao grande público que há varias vertentes do DESIGN coexistindo e mostrar o valor de cada uma delas separadamente.

O design de cunho artístico autoral de peças únicas ou em escala limitada, principalmente no mobiliário, é uma nova modalidade que está ganhando destaque na mídia e isso está gerando desconforto, mas obviamente este veio pra ficar e terá seu lugar ao sol. 

E digo mais...
E o famigerado design que foca o belo pelo belo não deixa de ser design também, apenas possui um enfoque diferente que atende uma demanda efêmera, líquida, fluída, supérflua, modista... Mas movimenta um estrondoso capital, e dinheiro é coisa séria, logo... 

O design já é um termo bastante valorizado, mas os designers também são?


Luiz Mariano
(Autodidata apaixonado por marcenaria, design, arquitetura, arte, debate, filosofia,... Pela Vida!)
www.marianomoveis.com.br

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O dinheiro deixou de ser a coisa mais importante para ser apenas importante, necessidade básica:

Escrevi este texto numa postagem na página no Face indexada a este Blog, madearBrasil, que acabei gostando bastante e achei melhor arquivar aqui para usar em futuros de debates e dividir com mais gente tal conceito.

Distraídos venceremos... hehehe

Vou contar um segredo: Quanto mais você se preocupa em fazer aquilo que dá dinheiro, menos dinheiro você ganha. Minha proposta, como bom millennial que sou, é romper com a filosofia modernista e passar a se preocupar mais com atividades que dão prazer e menos com as que pagam as contas.

Tem que trabalhar e pagar as contitas? Sim, claro! Mas ficar o mês inteiro focando todo o seu pensamento apenas nisso, preocupado, estressado, neurótico, ansioso, desmotivado, cansado, depressivo, etc...; não funciona e demonstra imaturidade.
Adultos de verdade, maduros, fazem o que tem que fazer e pronto! Sem mimimi, seguros, na certeza, na confiança, na verdadeira fé, pois quem tem fé não fica se preocupando, confia em Deus e sabe que o que tem que ser seu será seu, basta fazer o que se prestou a fazer.

Costumo sempre dizer que a proposta é de que o dinheiro deixe de ser um anjo ou demônio, a coisa mais importante da vida, e passe a ser tratado como algo importante, porém uma mera necessidade básica como beber água ou dormir. Você não passa o dia inteiro se preocupando que tem que beber água, se fica com sede apenas bebe e pronto, assunto resolvido, coisa assim, segue esta analogia a proposta...

Minha geração tentou transformar o trabalho numa atividade de lazer, em minha opinião se perderam no conceito, pois bastava passar a ter prazer com o trabalho sério, quebrar este preconceito arquétipo herdado das gerações anteriores de que o trabalho é um sacrifício e penalidade... Mas os idiotas embarcaram nessa modinha de escritório playgroud estilo google como sendo o modelo a ser seguido e se FUDERAM gostoso, pois pra que sair do escritório para relaxar com a família, amigos ou sozinho se podemos relaxar o tempo todo TRANCADO num escritório bombadão TOP TOP de mais, dahora mesmo, né? kkkkkkkkkkk

Pois bem... Minha proposta de transformar o lazer numa atividade de negócio paralelo, uma complementação de renda segue um molde mais atualizado e no fim uma mera desculpa para alimentar uma necessidade dos seres humanos que é latente no brasileiro: EMPREENDER!!!
Continue a trabalhar naquilo que dá dinheiro garantido, pague suas contas, mas foque seu pensamento em algo que te dá prazer e pode ou não dar dinheiro, simples assim. Sem pressa, sem neura, sem cobranças de si para com si e de si para com os outros e vice-versa.

Neste vídeo que fiz há alguns meses tento invocar tal espírito, instaurar uma ideia de cooperação. Ideia esta que me motivou a ativar o Blog novamente e criar esta página.


Quem quiser saber mais sobre o Projeto Áquila mencionado acesse AQUI!!!



Autodidata apaixonado por Marcenaria, Design, Arquitetura, Filosofia, .... Pela Vida!


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domingo, 31 de dezembro de 2017

Design Paramétrico sem uso de Software Dedicado:

Mesa de Centro FX (Função de X)


Dados Técnicos:

Dimensões: 90cm (Largura) x 47cm (Altura) x 90cm (Profundidade)
Peso: 10k
Matéria Prima: Sarrafos de Cedrinho Reciclados
Biblioteca 3D SkechUp: Download do Modelo AQUI!!!

Vocabulário:

Matemática, Função, Design, Marcenaria, Carpintaria, Artesanal, Arte, Improviso, Sustentabilidade, Provocação, Desafio, etc.

Conceito: 

Usar um código matemático para fazer design! Segue a linha do Design Paramétrico, porém sem o uso de software específico, ou seja, foi feito na raça a moda antiga com a ajuda do SketchUp para variar.


Coordenadas Cartesianas Tridimensionais.
As formas desta peça foram criadas à partir destas três funções de primeiro grau que definiram as coordenadas cartesianas tridimensionais (x, y, z)  que regraram o movimento que desfigurou esta figura (quadrado) inicial.


Figura inicial.
Comecei a movimentar a ponta inferior direita deste quadrado conforme a primeira coordenada da tabela: 
X (Direita = positivo e Esquerda= negativo) ------------0cm
Y (Frente =  positivo e Trás = negativo)------------------(-10cm)
Z (Cima = positivo e Baixo = negativo)------------------3cm

Depois movimentei o ponto inferior esquerdo com a segunda coordenada e continuei fazendo o mesmo seguindo o giro sentido horário.

O resultado foi esta figura a seguir:

Com esta figura usei a ferramenta Siga-me do SketchUp para usar o contorno como modelo:

Depois apaguei os riscos e obtive esta figura que pintei de amarelo:

Por fim multipliquei esta mesma figura (peça) por quatro girando em +90 graus cada uma:

Este foi o resultado final obtido:


Depois resolvi fazer uma segunda versão melhorada com sarrafos mais finos e resolvi a questão do posicionamento das peças para fortalecer a estrutura:





Protótipo com Retalhos de MDF de 15mm:

Fiz esta experimentação usando o MDF para testar os ângulos, mas acabei errando um que modificou todo o resultado plástico da peça, mas serviu para provar que a peça era executável.










Mais uma peça para a coleção. hehehe

Protótipo com Madeira Maciça (Cedrinho):

Agora nesta segunda tentativa acertei o ângulo conforme a proposta 3D e consegui alcançar o resultado desejado com extremo sucesso. Agora só falta cavilhar e pintar a gosto.







Resultado final sem Acabamento e sem o Tampo de Vidro.


Esta peça foi o meu maior desafio até o momento, toda vez que olho pra ela fico hipnotizado. hehehe

Associação: Estrela ou Aranha.



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sábado, 30 de dezembro de 2017

Mercado pós-crise. (Divagações autoajuda de merda! hehehe)



Estamos aqui na véspera de virar o ano e entrar em 2018 que promete ser mais leve. Acredito que a retomada do crescimento de nosso país seja lento, porém crescente e sem grandes solavancos. Fica evidente que o povo cansou de falar de crise, se acalmou e agora cada um esta passando a tocar sua vida da melhor forma possível. Não gosto de ser pessimista, mas percebo que passamos por tudo isso atoa, toda essa briga contra a corrupção e as prisões “para Inglês ver” apenas serviram para tirar o poder das mãos de uns e passar para as mãos de outros, nada mudou, nada mudará. A corrupção é um problema cultural no Brasil, é congênito, o povo é corrupto. Quero estar errado, quem sabe tudo isso foi o despertar de uma nova consciência, né?

Agora nos resta ponderar sobre os efeitos da crise no comportamento dos consumidores...

Uma das características da minha geração, os millennials (a geração Y, pessoas nascidos entre 1980 e 1990) é a ansiedade exacerbada, mania de grandeza, dependência pela tecnologia e vício com redes sociais, uma enorme capacidade intelectual podada por uma personalidade dramática, sensível, que não gosta de ser contrariado nem a pau, geração MIMIMI como é chamada. Tal geração que está beirando os 40 anos agora e começando a sair da casa dos pais sofreram a experiência de sua primeira grande crise. Tinham uma autoestima e expectativa super elevadas, achavam que iam mudar o mundo, criar negócios fantásticos, trabalhar só naquilo que realmente gostavam e acreditavam e tal. Mas os anos passaram e a maioria desses grandes heróis não conseguiram nem comprar uma casa própria e ter a tão sonhada independência financeira, quem dirá a independência emocional. Pra falar a verdade o emocional é o seu grande ponto fraco, o Calcanhar de Aquiles, pois realmente criaram grandes e inovadores negócios, realmente eram intelectualmente mais capacitados que seus pais e avós, porem a falta de capacidade de gerir o seu próprio emocional e de seus colaboradores acabaram minando seus resultados. Falo por experiência própria, pois sou um desses millennials frustrado de merda que se achava o tal e se fudeu gostoso. Kekekeke

Estou focando na geração Y porquê esta geração é a que está agora entrando no topo dos consumidores em potencial e entender como suas cabeças funcionam é de vital importância ao sucesso dos negócios. É uma geração de mimados bem informados devido à Internet e Redes Sociais que vão a todo custo querer provar que ter informação é sinônimo de inteligência, mas não sabem digerir tantos dados e ficam perdidos nas mãos dos influenciadores digitais fakes maquiavélicos demoníacos (odeio eles e quero que queimem no inferno, kekekeke, zueira) e vão chegar ensinando o profissional como fazer o serviço, não são consumidores pacíficos que aceitam tudo sem questionar, questionam até de forma agressiva e desrespeitosa cada detalhe sem nem mesmo perceberem tal falha de postura. Nessa onda as outras gerações anteriores também embarcaram de cabeça, então devemos sempre ser sinceros e prever reações devido ao senso comum criado pelas redes, tolerar o comportamento e deixar de ser igualmente emocionalmente fraco, não dê tanta importância para o que os clientes dizem que possa te afetar, pense sempre que se trata de um negócio, seja firme o suficiente para agregar valor, mas não tão firme que possa fazer o cliente ter um ataque de MIMIMI e perder o negócio. Kkkk Costumo dizer que temos muito a aprender com a postura autocrata da geração X que tem certeza de tudo o que faz mesmo estando totalmente errados e saem derrubando qualquer pessoa que ficar na frente, devemos usar uma pitada disto em nossos temperos. Nem sempre as pessoas vão concordar com a gente, e se tratando de negócios, quase nunca, sempre vão querer tirar proveito de nossa necessidade de fazer tudo certinho, pelo menos na nossa ingênua visão idealista de merda.

Outra característica marcante dos millennials é a necessidade de gerir múltiplas tarefas, eles não conseguem focar num só projeto por vez, não conseguem ou não gostam. Não vejo problema algum nisso, costumo defender que devemos ter uma atividade que pague as contas e tentar ter o máximo de tempo livre para testar novas ideias sem esse compromisso sufocante de obter resultados financeiros.

Seção auto ajuda... Repete comigo: Deu tudo errado no seu plano mirabolante de ficar rico salvando o mundo? Foda-se! Hehehe
Sim... É hora de diminuir as expectativas e por conseqüência a ansiedade, dar uma pausa nas idéias grandiosas e revolucionárias e passar a dar valor nas coisas simples da vida, no poder do trabalho diário de subir um degrau por dia, sem pressa, construir algo grande ainda, mas um tijolo por vez. Dar valor no que já conquistou, revisar os erros do passado, recuar, reduzir custos, aprender o valor da humildade não deixando o ego e a capacidade de sonhar ser afetado pela crise.

Dinheiro deixou de ser anjo ou demônio e passou a ser apenas uma necessidade básica!

 Estudos demonstram que agora todo mundo vai parar de se endividar tanto e vão passar a esperar ter condições reais, dinheiro no bolso, para dar um passo maior. Eu mesmo consegui reverter minha caótica situação financeira paralisando e isolando os erros do passado no passado, dando mais atenção para o que estava dando resultados favoráveis, dispensando todos os funcionários e passando a trabalhar completamente sozinho e reduzindo todos os custos possíveis. Estou atendendo um cliente de cada vez e fazendo atividades que me trazem paz e prazer, porém sem retorno financeiro, em paralelo para esfriar a cabeça e parar de ser tão obcecado com o negócio como eu era antes. Parei de dar importância e de até incentivar as críticas de parentes, amigos e conhecidos que não pagavam minhas contas e não ajudavam em nada, como também aos palpites e mais palpites dos clientes que adoravam me ensinar a tocar meu negócio sem real experiência alguma sobre a causa e tal. Questão de amadurecimento ao meu ver, eu queria ser perfeito, agradar todo mundo, mas agora sei e aceito que isso é impossível, que o que realmente importa são resultados favoráveis dentro da maior ética possível.

Não basta fazer o certo, a coisa tem que dar certo!

A grande sacada agora para o universo da marcenaria sob medida, design de interiores e arquitetura é deixar a idéia de fazer volume e ter estrutura física inchada de lado e passar a valorizar o lucro real fugindo de faturamento bruto elevado somado a um alto grau de responsabilidade e risco. Nunca o termo “menos é mais” foi tão adequado. É tempo de pés no chão, de agregar valor subliminar, intangível, aos produtos e serviços ao invés de se aventurar em grandes jogadas, automação, expansão, contratação, empréstimos, etc. E os consumidores já estão fazendo o mesmo. ECONOMIZAR é palavra chave! Devemos crescer em QUALIDADE, não em quantidade. Se posso lucrar mil vendendo 10 mil, por que vou correr o risco de ter prejuízo vendendo 100 mil? Não adianta querer produzir algo que vá competir diretamente com as grandes indústrias automatizadas e tentar fazer volume na base de sacrifícios, devemos fazer aquilo que as indústrias não conseguem fazer, atender necessidades que é impossível ou inviável a elas por N motivos. Chega de pensar como modernista foco, força e fé e passar enxergar as possibilidades que uma atuação pós-moderna pode trazer, algo que segue a estética modernista contemporânea, porém seguindo processos mais sob medida, respeitando mais o individualismo, atendendo nichos mais específicos de gosto mais refinado, uma pegada mais artesanal até. Mais humana, menos máquina e processo.  

Consumo consciente, adquirir apenas o que é realmente necessário às necessidades diretas e indiretas, uma nova visão onde ter experiências passou a ser mais importante que acumular bens, tudo isso são mais características desta geração Y, questão está que está totalmente certa, devemos parar de entrar em conflito com os valores das gerações anteriores em nossa cabeça e viver o melhor possível do jeito que a gente é, nos aceitar, nos firmar, é isso aí! Hehehe E com isso preparar um mundo mais leve para nossos filhos, com menos cobranças, menos ganância, menos, menos... Maior qualidade de vida, lembrando que tudo é uma questão de percepção, até a realidade.

Não! Não vou abordar temas pseudo religiosos/espirituais, pois acredito que o momento de fazer as pazes com o universo místico já foi, 2018 é hora de se voltar ao plano físico caindo de cabeça na realidade, no concreto, tendo em vista que se estamos no plano físico é obvio que temos um fundamento a cumprir com ele, então mãos à obra e chega de esperar que Deus resolva todos os nossos problemas, o máximo que podemos fazer é pedir força e partir para a ação sem euforia. Fato fractal áureo. Muito louvável da parte dos millennials esta retomada às preocupações espirituais, busca pela verdade metafísica e tal, mas essa mesma verdade nos revela que é hora de cair na real, buscar um equilíbrio entre espiritual e físico, somar tudo e viver melhor em todos os campos, em todos os aspectos. Busque o equilíbrio entre seu lado negativo e o positivo, seja um ser completo, coloque a mão esquerda pra trabalhar junto com a direita, os dois olhos fixos num foco e atento a visão periférica. hehehe

O ser humano é um todo, não é apenas metade ou uma parte! 
TOTALIDADE! INDIVIDUAÇÃO!!!

FELIZ ANO NOVO CAMBADA DE VAGABUNDAÇOS! KEKEKEKE


Santo André, 30 de Dezembro de 2017.

Autodidata apaixonado por marcenaria, design, arquitetura, filosofia, comunicação, etc... Pela vida!

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Artesanato Urbano + Design Autoral

Banco do Paraíba


Apresento o Banco do Paraíba, uma criação de cunho artístico autoral assinado por mim que une Design e Artesanato Urbano, no caso Crochê que fiz com minhas próprias mãos. Aprendi fazer crochê e tricô com minha mãe por volta dos 8 anos de idade quando morava em Chapecó, SC. Ela me ensinou escondido do meu padastro que era machista e desde então pouquíssimas pessoas souberam disso. kekekeke

Existem muitos preconceitos nesta sociedade e eu sempre achei que os "preconceitos menores", aqueles cotidianos e banais provenientes da maldade subliminar das boas pessoas de bem ......São as que mais fodem nossas vidas! Fato fractal áureo!!! hehehe Mas hoje em dia até nas cadeias presos machos pra KCT fazem crochê, tricô e vários outros artesanatos para manter a sanidade dentro do possível. Vai dizer pra essa turma que isso é coisa de muiezinha e de desocupado fresco, vai! kekekee

Quem é hétero sofre muito preconceito no universo do design, arquitetura e artes devido ao fato desta área possuir mais mulheres e gay's dominando. Pessoalzinho este bastante encrenqueiro e invejosos que adoram perseguir qualquer pessoa que se mostre mais talentoso do que eles, passam a vida copiando o que os outros fazem, louvando os grandes e derrubando os pequenos. Sei disso por experiência própria. Mas não devo generalizar, claro, porém é uma questão de percepção, digamos assim, estatística qualitativa. rsrsrsrs Vejo isso como grande ferramenta de desmotivação, pois tem muito homem criativo se ocultando em atividades repetitivas e maçantes tidas como coisa de macho para não ter seu ego atacado por gente sem escrúpulos como estes. No fim isto representa uma perda à sociedade, ao coletivo, a meu ver. Estamos enterrando talentos por causa do preconceito, as mulheres e os gay's não respeitam os homens héteros enquanto as mães dos mesmos os criam para ser machistas e passarem a vida toda sentindo culpa e sofrendo as consequências disto. Sociedade insana de fato, problema gigantesco pouco discutido que motiva grandes tragédias. As minorias fomentam o ódio contra si mesmos, bola de neve. (...)

Mas deixemos de divagar sobre as mazelas do ser em sociedade... Porém a ideia de utilizar o artesanato urbano segue o conceito de provocar e evidenciar o preconceito da sociedade artística elitista que não enxerga valor no artesanato urbano, voltando novamente à questão do preconceito. Minha assinatura sempre foi transformar o preconceito em arte, ou melhor, transformar estímulos negativos, o senso comum e tudo mais em algo positivo, que provoque reflexão, questionamento e tal, sou um PROVOCADOR!

Tudo bem que o artesanato regional típico já está sendo explorado e valorizado pelos designers e arquitetos há tempos, se tornaram linhas de produtos de luxo assinadas por renomados, temas de TCC, defendidos em mestrados e tal... Porém minha proposta é ampliar esta visão para o artesanato urbano e o povo de periferia, também, por N motivos... INCLUSÃO SOCIAL!

Faz tempo que esta ideia de criar uma peça que une artesanato urbano com design vem martelando minha cabeça... E agora tive a oportunidade de aproveitar sobras de cordão que minha mãe me deu com umas vigas de Peroba Rosa que ganhei de uma amiga, a Marilei Molina. Tudo material de demolição como sempre. As barras de rosca foram sobras de um trabalho de marcenaria sob medida, não comprei nada, me nego a gastar dinheiro enquanto existe tanta matéria prima grátis disponível. 



Quando postei estas fotos no Facebook a turma curtiu pra caramba, foi uma zueira daquelas. kekekek O objetivo era este mesmo. Poucos entenderam o que eu estava realmente fazendo, mas zuaram mesmo assim, pois é como sempre digo parafraseando um cara qualquer aí:

Zuar é preciso, viver não é! kkkk

Mosaico de Fotos do Processo Criativo e Executivo

"A Bela encontrou a Fera"

Este foi o conceito: A junção do rustico com o delicado, da carpintaria com o artesanato, tendo em vista que a marcenaria possui um acabamento mais fino e o estilo que apliquei está mais para carpintaria. Costumo dizer que a maioria das minhas criações eu faço nas "coxas", hehehe, é proposital e provocação aos marceneiros saudosistas que curtem um simulacro do KCT, se matam para ocultar emendas, parafusos, pregos, etc... Sou um Modernista Honesto, ou seja, gosto de deixar as estruturas à mostra, os métodos construtivos, usar a matéria prima como ela é sem tentar se passar por outra, usar suas supostas falhas como fator agregador de valor, de verdade e tal. E gosto princialmente de provocar aqueles xaropes que insistem em dizer que para criar uma boa cadeira, por exemplo, vai 7 anos apenas para ter coragem de sair do desenho e passar a prototipar, não vou citar nomes, só vou dizer que o mais renomado deles tem olhos puxados. kekekeke OPS

Obviamente prototipar é um jogo de erro e acertos... O ponto de crochê e o formato em círculo que escolhi não foi o mais adequado, ele estica demais e não dá estrutura para o banco que é de abrir e fechar. Fiz uma experimentação com umas sobras de corda de amarrar fórmica que tenho e ficou bom, depois usei cabo de aço de varal e resolvi o problema, ficou confortável e a turma adorou. Mas agora estou fazendo outro ponto mais fechado e já com a jogada para cobrir a barra de rosca completamente. Acredito agora que o próprio crochê vai sustentar o conjunto, vamos ver, depois posto aqui a atualização com o resultado.



Gosto de incluir minha família e amigos nas minhas criações, acabo usando eles para testar reações do público que não possui entendimento e por vícios preconceituosos do design. Este banco acabou sendo a festa na floresta, kkkkk, adoro isso. hehehe E como faço estas peças para me divertir, eis que não to nem aí se a turma na rede social, principalmente os acadêmicos, vão gostar ou vão me achar um fanfarrão. kkkk Eu sou um fanfarrão, esta é minha assinatura, sou um pseudo anarquista autodidata irônico (acabei de inventar isso).


Festa na Floresta! kkkk Banco aprovado pelo povo. hehehe Amém!!!



Mas a parte séria da minha proposta se encontra no conceito dos designers, marcenarias e indústrias de mobiliário unirem forças com os artesãos urbanos, SUSTENTABILIDADE SOCIAL, ECONÔMICA E ECOLÓGICA. Vivemos um momento de valorização do artesanato, BRASILIDADE, e maior valorização de quem fez e como fez além do produto final.
Então meus amigos...

Pretendo testar fazer uma produção em série limitada por conta própria desta peça e convidar uma boa crocheteira para atuar em parceria. Colocar em consignação em algumas lojas do seguimento aqui mesmo na minha região e tal. Como também quero fazer experimentações com outras vertentes do artesanato urbano.

Santo André, 30 de Dezembro de 2017.

Luiz Mariano
Autodidata apaixonado por marcenaria, design, arquitetura, arte, filosofia, .... Pela Vida!
www.marianomoveis.com.br

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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Serviços de Corte... Você é Marceneiro ou Montador?













(Fonte da Imagem da Esquerda)



Serviços de Corte...

Quem acompanha os grupos de Marcenaria no Facebook já deve estar cansado deste tema que equipes de marketing insistem em levantar a todo momento, de forma até negativa, utilizando Fakes (perfis falsos) criados para brigarem entre si fomentando assim os debates/embates. O pior é saber que fui eu quem de certa forma ensinou isto a eles. kekekeke

Eu confesso que cheguei até a perder a paciência com esta gente e fui excluído dos grupos por causa deles e de alguns supostos arquitetos. Situação esta que acabou se mostrando favorável, pois eu precisava mesmo esfriar a cabeça, pois o que era pra ser uma atividade prazerosa e edificante se tornara uma arena de batalha exageradamente tola. As redes sociais de fato fomentam o egocentrismo, neuroses, esquizofrenias e mais uma porrada de distúrbios mentais... Somente ficando um tempo fora disso para se curar e voltar um pouco mas tolerante com a intolerância alheia. Mas deixemos isso pra lá.

Afinal...

Quem terceiriza o serviço de corte e acaba nem possuindo uma marcenaria física pode ser classificado como marceneiro ou é apenas um montador?

Mas qual a importância disso por um ponto de vista empresarial estratégico?

Aí já chega um marceneiro da velha guarda e esculacha:
E quem disse que quem trabalha com MDF é marceneiro de verdade? kekekekek

No meu ponto de vista o romantismo em relação à marcenaria se mostra improdutivo e pouco lucrativo, como também a falta de tal paixão pela atividade, um meio termo se faz necessário. Um empreendedor de marcenaria de verdade, aquela pessoa que quer sustentar sua família e quem sabe até vencer na vida com esta atividade, precisa tomar muito cuidado com as influências provenientes das redes sociais, principalmente porquê quem está por trás desta polêmica toda são as empresas interessadas e pessoas que não atuam na prática desta profissão e não vão sofrer as consequências.

Na minha opinião quem não é capaz de executar um móvel do começo ao fim não pode ser considerado marceneiro, pra ser marceneiro precisa pisar no chão da oficina e cafungar pó de madeira ouvindo o cantar da serra, quem compra tudo cortado é apenas um montador. Mas qual a importância disto? Qual perfil está lucrando mais? Qual perfil atende melhor o cliente?
Creio que seja aquele que sabe trabalhar, está com vontade de trabalhar e tem trabalho, simples assim!

Eu neste caso sou um reacionário saudosista masoquista, confesso, gosto de fazer eu mesmo o plano de corte, comprar a chapa inteira e picotar com minhas próprias mãos, adoro ouvir o barulho da serra, poucas coisas acalmam meu espírito e essa é uma delas. Porém seguindo uma visão mais objetiva e empreendedora acredito que o que realmente importa são os resultados positivos, pra mim funciona assim, mas para outros comprar tudo cortado funciona melhor, acredito nisso e respeito, respeito quem faz e acontece, quem tem atitude, e isso basta. Mas não me venham pedir para mudar de time e muito menos defender esta metodologia de trabalho, pois pra mim estamos novamente se tornando empregados não registrados dos industriais modernistas capitalistas, por uma ótica filosófica vejo isso como um retrocesso. Dominar todo o processo representa pra mim LIBERDADE, pode não ser eficiente, mas pode ser mais eficaz. Como assim? Simples... É possível lucrar mais produzindo menos centralizando todo o processo com estrutura física e equipe reduzida, e estender o entendimento de lucro para o ganho em qualidade de vida. Fora que em se tratando de Móveis sob Medida o ato de projetar e atender o cliente se mostra o verdadeiro calcanhar de Aquiles aos montadores de plantão, deveriam investir mais neste campo obviamente.

Pra mim a marcenaria sob medida foi e ainda é um tremendo fenômeno "pós-modernista" no entendimento de que se contrapõe a maioria das regras da produção em série (modernismo), seja em como executar, seja em como projetar e vender, universos que seguem a mesma direção, porém em sentidos opostos como só a física pode explicar, hehehe. E por um ponto de vista socioeconômico, eis que favoreceu a distribuição de renda descentralizando e dissolvendo a produção de móveis sob medida em pequenos produtores e autônomos. Marcenaria é uma atividade ao alcance de todos, fomenta a inclusão social, é verdadeiramente sustentável em suas três vertentes: Social, Econômica e Ecológica. Obviamente os grandes produtores, principalmente dos modulados não gostaram disto, mas como os fabricantes de chapas viram nisso um grande nicho de negócio, eis que deixaram o barco navegar livre, mas agora os atravessadores de insumos estão doutrinando e principalmente manipulando os marceneiros transformando estes em meros montadores reféns de sua estrutura.

A tecnologia vai engolir a atividade de marcenaria sob medida?

Resposta: Se fosse possível já o teria feito! Fato fractal áureo! A marcenaria atende várias necessidades complexas do ser humano, não só de quem consome os produtos e serviços, como de quem trabalha na área. Não é uma Galinha de Ouro, mas ao mesmo tempo, dentro de uma visão pós-moderna millennials onde a experiência é mais importante que o acúmulo de riquezas, podemos dizer que é a profissão/atividade do momento.

Vou parar por aqui, pois creio que já divaguei por demais! hehehe

Luiz Mariano
Autodidata apaixonado por marcenaria, design, arquitetura, arte, filosofia, etc...

Santo André, 28 de Dezembro de 2017. (Quinta)