domingo, 17 de abril de 2016

Definição do "Belo" por Jaqueline Oliveira:

Quer falar de Belo? 

Então vamos falar sobre Belo.

No dicionário, belo é um adjetivo, com pelo menos dois significados:
1. Que tem formas e proporções harmônicas; bonito.
2. Que produz uma viva impressão de deleite e admiração.

Vamos falar sobre o primeiro significado, na história da Arte podemos observar que o conceito de Belo estava relacionado a algumas características, como ordem, proporção e simetria, ou seja, “que tem formas e proporções harmônicas” o que o torna nessa ideia, bonito.
Muitos artistas aderiram este conceito estético para atribuir o belo em suas obras, com esculturas com tamanhos proporcionais e pinturas com simetria. O uso dessa “obrigatoriedade” pode ser observado nas obras de Rafael Sanzio, onde utiliza formas geométricas, como triângulos, para colocar em ordem a distribuição da pintura. Também pode ser visto nas obras de Rafael, a utilização da simetria, que nada mais é que a semelhança entre objetos, ou parte deles, que estejam posicionados em lados opostos de uma linha média. E a proporção, podemos visualizar em várias esculturas desde a Idade Média até os dias atuais, com a altura, largura e disposição dos membros corretamente proporcionais entre eles.
Isto descrito acima são as características formais de Belo nas Artes. Características pensadas na Grécia Antiga e que dura até os dias atuais.

Mas onde fica a beleza em algumas obras de Picasso, como Guernica e Demoiselles d'Avignon? Conteúdo e significado há e muito, porém, não tem nada do que a Arte conceitua como Belo, não há simetrias, nem proporções e muito menos ordem!

Poderia assim dizer que o Belo, parte da visão do observador e não das regras impostas? Podemos escolher então o significado número 2 do dicionário? E descartar o primeiro, visto que o observador pode achar Belo a obra de Picasso e a de Rafael uma obra simplista demais, ou “bonitinha” apenas? Ou é tudo junto e misturado e o FEIO será extinto do vocabulário?













Estátua de Davi, de Michelangelo.
Proporção dos membros.










Rafael Sanzio, As três Graças.
Simetria entre as mulheres e seus braços e pernas, e tbm na cabeça.





Pablo Picasso, Guernica.
Nada de ordem, nada de simetria e zero proporção! Emoticon confused_rev
E é Belo mesmo assim!!

















Pablo Picasso, Demoiselle D'Avignon.
Nada de características Belas..
Embora, seja belo!!

















Emoticon winkRafael Sanzio, A Sagrada Família Canigiani.
Esquema piramidal para manter uma ordem.


Para muitos, Belo é a perfeição! Fato!! Pois está relacionado a estética e estética, é definido como um ramo da filosofia que tem por objetivo o estudo da natureza da beleza e dos fundamentos da arte. Ou seja, o buraco é mais embaixo, não é simplesmente achar bonito ou feio... E quem define o que deva ser? Se tal coisa é belo ou não? A filosofia? O crítico? O julgamento do observador? No fim, a estética também tem o objetivo de julgar se tal coisa é belo ou feio, desprovido de beleza, ridículo. Ué? Eu não posso sair por aí achando qualquer coisa na minha frente ridícula? Como assim? Não, não pode! Nossos consagrados filósofos dedicaram muito tempo para definir o que era ser belo, e não vai ser você em 2016 que mudará isso, certo?

Começando com Sócrates, que foi um dos primeiros a estudar a estética, mas pulou fora alegando que era incapaz de explicar o que era belo em si. Por outro lado, Platão foi firme e direto ao dizer que o belo não depende da materialidade da coisa, e sim num campo mais sensível, o belo para ele, estava presente no bem, na verdade e ao imutável e perfeito. Não se podia, a partir do ‘belo supremo’, inventar novos “belos”, e sim apenas copiá-los e essa concepção platônica perdurou pela arte ocidental e grega até final do século XVIII.

Já para nosso pupilo Aristóteles, belo não era imutável e eterno, podia evoluir, torna-se belo, o que quebraria a ideia da perfeição e da beleza suprema, tornou o belo algo tangível e material, e não apenas como “a ideia platônica intangível da suprema beleza”. Mas atribuiu regras, como as regras citadas no post anterior, para Aristóteles ser belo devia seguir características determinadas, entre elas, a grandeza, e imponência e ao mesmo tempo proporção, havendo uma harmonia entre eles.

Para Plotino, o belo não pertence e não pode pertencer a ninguém, senão a si próprio. Ou seja, não deve haver padrões estabelecidos, pois o belo pertence a mim e eu crio meus padrões de acordo com minhas convicções.

Immanuel Kant, o que trouxe uma maior aceitação da conceituação de belo, acreditava que o julgamento estético vem dos sentimentos e do emocional do ser humano, o sentimento de prazer e desprazer, que formam o juízo do gosto. Para Kant, belo não podia ser descrito com a lógica, pois era impossível encontrar regras teóricas para a construção do Beleza.

Então, podemos ver que a briga de “quem define o que é belo ou não” vem de séculos, mas ainda assim, acredito no juízo do gosto, e que a beleza depende das sensações, do que sentimos quando avistamos algo, esse sentimento é pessoal e intransferível. Ou seja, Kant para presidente e Plotino para vice!!  kkkkkk












Jaqueline Oliveira
É Sócia Proprietária da Porto Prateleiras, Designer de Interiores e atualmente estudante de Arquitetura na 
FIMCA - Faculdades Integradas Aparício Carvalho - Porto Velho - Rondônia



A Jake é nossa amiga e participa dos debates de marcenaria, design e arquitetura desde a época do falecido Orkut. Ela postou inicialmente esta reflexão em seu perfil motivada por um debate que estava rolando onde o tema "belo" veio à tona.

Em seu perfil postei minhas considerações:

Adoro a psicanálise... Por esta ótica podemos explicar a definição do belo como sendo uma construção de uma percepção que começou nos primórdios do homem como ser social e se mostra contínua. Através da nossa memória arquétipa, eis que geneticamente herdamos de nossos ancestrais tais conceitos que são reafirmados na criação e convivência com nossos semelhantes. Muitas vezes achamos algo feio apenas para ir contra a opinião da maioria, mas até nesta atitude estamos seguindo uma pré- programação... A percepção do belo também é efêmera devido às tendências x modismos e gira em ciclos, loops infinitos randômicos para disfarçar, claro! Kkkk
De tempos em tempos há uma ruptura brutal destes ciclos efêmeros... O modernismo foi uma delas, talvez a maior... A transformação dos meios do trabalho forçaram o surgimento de um novo senso estético para se adequar ao progresso, necessidade recíproca, congênita. (Luiz Mariano)

domingo, 10 de abril de 2016

[Revisão]: Semiótica aplicada a interiores










Semiótica:

Antes de qualquer coisa precisamos entender um pouco sobre o que é semiótica:

Doutrina filosófica geral dos sinais e símbolos, especialmente das funções destes, tanto nas línguas naturais quanto nas artificialmente construídas.
Estudo dos signos.
É sinônimo de semiologia.

O que é uma linguagem?

A linguagem é um instrumento que nos permite pensar e comunicar o pensamento, estabelecer diálogos com nossos semelhantes e dar sentido à realidade que nos cerca.
Ela pode ser matemática, de computador, as línguas diversas, as linguagens artísticas (arquitetônica, musical, pictórica, escultórica, teatral, cinematográfica) e as gestuais, da moda, espaciais e outras.
Toda linguagem é um sistema de signos.

O que é signo?

Segundo o filósofo Charles Sanders Peirce o signo é uma coisa que está no lugar de outra sob algum aspecto, ou seja, é uma representação desta segunda coisa. Ex.: O choro de uma criança pode estar no lugar do aviso de desconforto, de fome, de frio ou de dor; ou simplesmente representar uma birra de uma criança mimada.

Relação do signo:

            1 – Signo (significante): Representação de alguma coisa.
            2 – Objeto: Coisa a que o signo se refere.
3 – Interpretante (significado): Interpretação que varia de pessoa a pessoa e é influenciado pelo contexto ao qual o signo está inserido que dá significado ao signo.

Tipos de signos em relação a si mesmo:

            1 – Quali-signo – (Qualidade): uma qualidade que é um signo. Ex.: Cor.

2 – Sin-signo – (Singularidade): uma coisa ou um evento existente tomado como um signo. Ex.: Cata-Vento.

3 – Legi-signo – (Lei): é uma convenção ou uma lei estabelecida pelos homens. Ex.: as letras do alfabeto, as palavras, signos matemáticos, químicos.

Tipos de signos em relação com o objeto:

1 - Signo tipo ícone:
Onde existe uma relação de semelhança.
Ex.: Desenho de um galo com um galo.

2 - Signo tipo índice: Onde existe uma relação de causa e efeito.
Ex.: O chão molhado é um signo efeito da chuva.

3 - Signo tipo símbolo: Onde existe uma relação arbitrária.
Ex.: Todas as palavras que simbolizam as mais variadas coisas.
        O preto que simboliza o luto. O branco que simboliza a paz.

Fases da interpretação dos signos:

Primeiridade: Costuma-se dizer que é a primeira impressão, ou seja, interpretação instantânea e instintiva do signo;

Secundidade: O signo passa por uma análise mais crítica e racional ao qual a mente reformula a primeira impressão gerada podendo validá-la ou confrontá-la;

Terceiridade: Nesta última fase (que nem todos os signos alcançam) ele pode atingir o inconsciente do interpretante podendo aflorar sentimentos, emoções, sensações e/ou lembranças.


Como aplicar a semiótica em interiores?

            Em primeiro momento devemos deixar claro que é impossível criar um ambiente sem que a semiótica esteja presente. A única diferença e se o designer sabe ou não disso. E se sabe será que aplica de forma passiva ou possui pleno controle sobre esta ferramenta?

            Para iniciar a brincadeira precisamos identificar vários pontos e coletar uma variedade de dados pertinentes à busca da solução mais adequada. Entre elas podemos citar:

# Qual tipo de ambiente estamos trabalhando (comercial, residencial, corporativo, espaço público, etc) e confrontar com sua função (quarto, cozinha, recepção, escritório, estoque, etc);

# Qual o perfil do usuário (idade, sexo, quantidade, limitações físicas ou psicológicas, classe social, cultura e esportes, vícios, nível intelectual, cultura de consumo, preferências em geral);

# Quais as pretensões e necessidades do contratante que nem sempre será o usuário;

# Qual tipo e qual nível de percepção queremos provocar nos usuários de acordo com as variantes impostas pelo seu perfil;

# Estabelecer a lógica a ser seguida e a hierarquia dos componentes que irão compor o ambiente (função x estética; peças e posicionamentos fundamentais; estilo ou “espírito” a ser agregado ao ambiente; historicidade; o que deve ser inserido e o que deve ser anulado do que já existia nesse ambiente, nobreza dos materiais, etc);

# Identificar quais os elementos (terra, ar, fogo, água) vão ser manipulados neste ambiente em termos funcionais e/ou estéticos; quais percepções serão provocadas com a utilização de tal elemento;

# Estabelecer uma coerência funcional, estética e psicológica entre os acabamentos, materiais, texturas e cores aplicadas;

# Móveis sob medida, modulados, seriados, autorais, fixos ou avulsos;

# Iluminação, ventilação, aquecimento, isolante térmico e acústico natural e/ou artificial. Qual tipo;

# Este ambiente possui uma conotação artística, extremamente funcional, voltada para o espetáculo ou objetiva, carregado ou minimalista, extravagante ou contido, austero ou alegre, aconchegante ou vibrante, exige resistência ou delicadeza;

# Exclusivo, personalizado ou impessoal;

# Etc...Etc...


Para acrescentar: É preciso também deixar claro que o ambiente é uma linguagem. Mas cabe ao designer definir qual mensagem este ambiente vai transmitir. Se vai ser do autor para com os usuários, do dono/empresa para os usuários, somente do ambiente para os usuários, de um usuário para outro; e finalmente se ela vai ser explicita ou ambígua.

A psicologia ensina que o ambiente e seus objetos representam uma extensão do corpo humano com forte apelo erótico. Lembrando que o erotismo vai muito além da genitália humana e da consumação do ato sexual em si. Neste sentido cabe uma análise mais aprofundada, mas não comentada para uma melhor interpretação das necessidades e anseios de nossos clientes.

As pessoas buscam se comunicar com a sociedade através dos seus objetos e estas mensagens são deveras previsíveis pelo senso comum, mas podem variar de acordo com a personalidade, faixa etária, estado civil e condição social de cada cliente e somente um briefing bem executado pode fornecer os dados necessários para identificar o perfil desse indivíduo. Mas precisamos tomar cuidado com os devaneios que camuflam a verdadeira personalidade do cliente, pois a falta de intimidade e confiança pode influenciá-lo a criar um personagem daquilo que ele gostaria de ser. Neste caso nada é o que parece e nem tudo o que ele pede é o que realmente necessita. É recomendável “quebrar o gelo” o quanto antes demonstrando simplicidade e bom humor. É obrigação do designer sempre deixar claro as conseqüências positivas e negativas de cada escolha conduzindo o cliente a uma reflexão mais aprofundada de suas verdadeiras necessidades e anseios além das questões financeiras.

Em ambientes extraordinários de conotação artística/autoral como é o caso das mostras, showroon, espaços especiais comerciais ou públicos, etc; torna-se interessante estabelecer uma comunicação mais complexa e abusar da terceiridade, ou seja, da percepção mais interiorizada brincando com o inconsciente das pessoas possibilitando uma vivência, uma experiência única, especial. Para isso utilize os quatro elementos da natureza (água, ar, fogo e terra) além de provocar os cinco sentidos (tato, olfato, visão, audição e paladar). Nestes casos também se torna uma ousadia incluir uma provocação para atiçar uma pitada de sentimentos negativos como a repugnância, estranhamento, medo, crítica, etc; podendo com isso criar uma situação de amor e ódio capaz de tatuar sua obra na mente dos observadores/visitantes alimentando comentários posteriores.
                                                                                                                            
A utilização de obras de artes e peças assinadas deve ser bem conduzidas, como também o uso de matéria prima ou peças de suas parcerias, pois tanto o cliente quanto as pessoas que vão interagir com este ambiente precisam identificar qualidade real neste objetos e que estes verdadeiramente agreguem valor ao ambiente, caso contrário a comunicação será ineficaz e demasiadamente negativa em todos os sentidos.

Como esta parte da semiótica aplicada a interiores é uma criação minha baseada no meu conhecimento empírico e da minha capacidade ímpar de gerar polêmica e debate nas redes sociais (amor e ódio, rsrsrs), eis que fico na ávida espera de opiniões, críticas e elogios por parte dos amigos designers e demais profissionais relacionados.


Vamos inserir novos signos através do render:




















Qual a primeira coisa que veio a sua cabeça quando você viu esta imagem?

Numa análise mais aprofundada observando cada detalhe separadamente do todo somado à visão do conjunto o que mudou na sua percepção?

Identifique os signos tipo ícone, índice e símbolo contidos na cena.

Do que é composta a imagem/textura que reveste o piso e a parede? (Dê um Zoom na imagem). Qual sensação isso te provoca? Qual significado isso atribui isoladamente e inserido no todo?




















Qual a relação entre as formas dos componentes? E que função você atribui a cada um?

E o vaso branco sobre o componente branco? O que você tem a dizer sobre ele? Qual a intenção do autor em relação a esse vaso? O que sensação ele provoca?

Seguindo a lógica qual seria a textura aplicada na face inferior em contato com o piso destes elementos brancos?

Na junção de todos os signos dentro de uma interpretação no nível da terceiridade qual significado maior você atribui a este conjunto?


Luiz Mariano (Marceneiro e Designer Autodidata)





sábado, 9 de abril de 2016

[Debate]: Marketing e Mercado de Luxo / Poletto e Mariano



Este debate rolou em nosso grupo de marcenaria do Face e achamos interessante arquivar aqui no Blog para poder dividir tais conceitos e questionamentos com mais pessoas... 

O marketing não é bom nem ruim.
Ele está acima disso, ele é amoral, não faz julgamentos, não dá lição, mostra o que as pessoas querem ver, oferece o que as pessoas querem ter, não se importa em discernir entre sonho e ilusão.
O ser humano é falho, é pe
cador. O marketing identifica e utiliza tais falhas em favor dos seus objetivos, que pode ser vender um produto ou serviço ou até o CAOS num país inteiro para derrubar um partido, um governo.
Bom dia pecadores!!!
Bora pedir perdão e voltar a pecar, e nas mãos do marketing sonhar.
Amém!!!


Luiz Mariano Olha este texto que postei em meu perfil, Jose Benedito Poletto.... Ele cai como uma luva nesta questão de vender o exclusivo, o luxo, o status... Não cabe a nós criticar e também não precisa passar a consumir, como os traficantes só vendemos tal droga ilícita aos viciados. Kkkkkkkk OPS

Jose Benedito Poletto Sim mas numa analise geral o marketing é uma ferramenta cara nas mãos dos poderosos.Infelizmente cada vez mais as empresas pequenas se distanciam da classe consumidora do "exclusivo".Vale mais a assinatura do projetista e o "nome" da empresa construído com dinheiro. Com o atual sistema corrupto no nosso pais não temos nenhum acesso a classe consumidora de Design e esse mercado esta restrito a poucas pessoas.(A chance é zero de se impor no mercado sem cair no colo patrocínio ou dinheiro)

Luiz Mariano Não concordo! E não concordo!!! O marketing vai muito além das grandes mídias...
É exatamente por causa desta visão sua que vc não consegue penetrar tal mercado, fica à dica para todos os membros. Fato!

O verdadeiro design, aquele que realmente gira dinheiro é anônimo e até clandestino... Escritórios de arquitetura e design ocultados, marcenarias de altíssimo padrão... Estão aqui no grupo, estão por toda parte, porém ocultados... Mercado exclusivo como o próprio nome já diz é exclusivo, se utiliza de um marketing diferenciado que é focado no nicho específico.

Toda a postura, a filosofia... Tudo diferente! Em primeiro lugar quem trabalha nesta linha jamais enxerga o rico com desdenho, preconceito, aversão.... E sim como clientes carentes, muito carentes de atenção e exigentes ao cubo!

Sei do que estou falando porque já tive oportunidade de penetrar neste mercado, porém meus problemas pessoais somados aos problemas financeiros, muito serviço e meu moralismo x preconceito barato me barrou. Não tive saco para dar a atenção que eles exigem, mas tem tempo ainda...

Vou contar um causo...rsrsrs... Certa vez peguei uma mansão de uma nova rica pra projetar e executar... A mulher simplesmente me colocou no carro e foi de loja em loja das quais ela foi mal atendida e me apresentou como o designer que estava projetando a casa dela, realmente eu era, mas aquilo me deixou desconfortável pra KCT, mas as arquitetas e designers das lojas só faltaram fazer chupetinha! Kkkkkkk kkkkkkkkkk Foi surreal! Kkkkkk

É desse tipo de joguete que estou falando: Vender status, vender uma experiência de projeto, algo que ultrapassa o móvel ou o ambiente em si...

Jose Benedito Poletto Ja estive nesse mercado até a caixa do produto era da Empresa e ainda tinha que embalar, Mesmo sob medida o Nome é do grupo que vendeu,dificilmente o marceneiro designer,ou qualquer pião é citado kkkkk

Luiz Mariano Faça seu próprio mercado... Pague o preço pelo sucesso ao invés de querer usar a estrutura dos outros. Fazer os móveis é fácil, difícil é criar e manter uma marca. Fato!

Jose Benedito Poletto Experimenta se VC se formar em DI e for de uma família rica contrata uma empresa e VC em um ano já é um nome do meio,caso contrario a chance é igual a do Lula se tornar presidente um em duzentos milhões e olha que vão fazer de tudo para te derrubar (o mesmo para todo tipo de empresa)

Luiz Mariano Não concordo! O problema está no psicológico, quem vem da classe baixa não consegue absorver e interpretar todos os signos e símbolos dos ricos, fora a pressão psicológica... Você se sente traindo sua gente, seis ideais, etc... E lidar com o sucesso x invejosos nem se fala. Quem nasce rico adora causar inveja, já o pobre se sente mal e se esconde. Criação diferente, valores diferentes...

Jose Benedito Poletto Nunca me senti inferior é pura realidade,se tirar a promoção da empresa que esta sobre o designer ele é Zé ninguém em 2 meses,ou a fabrica que esta sobre o domínio da marca ,já era esse é o jogo marqueteiro.

Luiz Mariano Isso que vc acabou de postar só corrobora com minha defesa: fazer móveis, design, arquitetura é fácil... Difícil é criar e manter uma marca. Fato [2]!!!!

Não vem ao caso discutir o que é ou não justo... O sistema é assim, as pessoas são assim... Influenciáveis!!! ..... Uma boa arquitetura é mera obrigação!!!

Jose Benedito Poletto A briga começa a acontecer assim que VC der o primeiro passo,vai ter que enfrentar gigantescas estruturas do mercado e o jogo é tão grande que eles se unem para te esmagar logo no começo,ou é obrigado a entrar no time deles. Dureza kkkkkk

Luiz Mariano Estamos falando de nichos de mercado diferentes aqui, por isso que vc não está me entendendo....

Jose Benedito Poletto Explique me o que foge do contexto geral,a técnica do marketing e jogadas são as mesmas para loja 1,99 até grandes corporações.

Luiz Mariano Arquitetura, por exemplo, uma mansão de cunho autoral é uma produção pequena e exclusiva que grandes construtoras jamais poderiam explorar, pois leva muito tempo só pra criar o conceito inicial... É modernismo versus pós modernismo, seriado versus exclusivo...

Técnicas universais? Onde isso? Rsrsrs

Jose Benedito Poletto E para se chegar a ter nome para conseguir "cunho autoral" para te entregaarem uma mansão

Luiz Mariano Pra isso primeiramente é preciso querer isso, depois é preciso pagar o preço, ou seja, fazer os sacrifícios necessários, perseverar... Etc...

Já me entregaram uma meia dúzia de mansões, como vc explica isso? Ou estou mentindo?

Jose Benedito Poletto Sim mas no final quem levaria os louros?

Luiz Mariano Mas vamos parar por aqui, pois falar de mercado de luxo mexe com o ego das pessoas...

Ninguém levou louros nas casas que eu projetei os ambientes x móveis além de mim.

 #parei

Texto complementar, leitura recomendada: VENDER ALGO MAIS!!!

domingo, 3 de abril de 2016

[Bate Papo de Buteko]: Panorama Virtual e Físico da Cadeia Produtiva / Poletto e Mariano



Estava eu e o Poletto discutindo sobre as “manifestações demoníacas” (kkkk) atuantes nas redes sociais atualmente que almejam manipular por este meio, em conjunto a ações físicas, toda a cadeia produtiva do nosso setor. Como tanto eu quanto o Poletto somos malucos, com mania de perseguição e conspiração, eis que nos achamos no dever e obrigação, assim como o Dom Quixote de la Mancha e o Sancho Pança, de lutar bravamente contra estes grandes, maquiavélicos e extremamente perigosos moinhos. (kkkk)

Pois bem... Nós da Marcenaria BRASIL desde tempos longínquos, lá no Orkut, iniciamos um movimento de valorização e união das profissões envolvidas por meio do debate sadio (nem sempre, kkkk) entre as partes levantando diversos temas. E ano passado o tema Regulamentação do Design e Design de Interiores virou o assunto em pauta, regulamentações estas que naufragaram juntamente com toda a Política e Economia do nosso amado e sofrido Brasil. Até então estas “Forças Demoníacas” eram contra a aproximação e união das classes, bloqueavam qualquer ação neste sentido, foi o que aconteceu com o nosso Projeto Áquila que visava uma dinâmica entre designers e marceneiros de lugares diferentes do Brasil se juntando na criação de peças de cunho artístico autoral utilizando sobras da marcenaria ou matéria prima reciclada, pegada no lixo; foi uma verdadeira GUERRA o que deveria ser muito simples e produtivo, mas conseguimos mesmo assim realizar algumas peças bem interessantes e em breve vamos dar continuidade a esse movimento. Mas agora mudaram da água pro vinho, devem ter arrumado uma formar de faturar sobre isso, e passaram a fomentar a união das classes partindo dos grupos de marcenaria que são os únicos que se mantiveram ativos e produtivos, marceneiros se comunicam, diferente dos designers e arquitetos que só sabem ficar de MIMIMI, nós marceneiros metemos o loko, foda-se! kkkkkkk

Até vejo com bons olhos, porém já vou logo avisando que este público (designers, arquitetos, decoradores, artistas, engenheiros, etc.) são tão ou mais revoltados do que eu, e basta sentirem o cheiro de manipulação no ar para debandarem geral. Fórmulas enlatadas de marketing meia boca não funciona neste meio, sendo assim joguem limpo, cheguem em público e abram o livro negro, quem sabe não podemos nos ajudar, reciprocidade é a palavra de ordem. Falem logo que porra de produto ou serviço querem vender e parem de tentar manipular o que é impossível controlar, pois esta gente tem opinião própria, fato!

Neste bate papo o Poletto se empolgou legal e soltou uma avalanche de questionamentos bastante pertinentes embasados nos debates recentes dos grupos envolvidos e interligados:

Somos obrigados a engolir o que a industria tenta nos empurrar?

Por que essa mania de copiar Milão se perpetua? Até quando?

Devemos continuar a seguir tendências e modas pregadas pelos planejados/modulados? Ou as marcenarias podem e devem explorar sua liberdade criativa/produtiva?

Você deixaria suas próprias idéias de lado submetendo-se ao padrão por eles estabelecidos apenas por que é mais fácil e supostamente mais lucrativo?

E essa tentativa de empurrar o MDP ao mercado sob medida? Será que essa ação para melhorar a imagem ruim que o MDP herdou do Aglomerado é nobre ou mais uma tentativa de manipular o marceneiro a abrir mão de seu diferencial perante às marcas populares de modulados?

Tenho que possuir todas maquinas de ponta oferecidas para atuar no mercado e ter uma boa lucratividade?

Só posso projetar seguindo o softwares do mercado como o Promob e seus modelos pré concebidos? Ou existem formas de fugir destes programas especializados do setor?

Como ter uma identidade diante a tanta alienação num mercado onde tudo parece cópia? Onde copiar deixou de ser uma vergonha e passou a ser uma prática banal?

E essas tabelas que a ABD e o CAU teimam em impor ao mercado enquanto bem sabemos que cada profissional de projeto explora um nicho diferente, possui deveres e obrigações desproporcionais e formas diferentes de captar seu lucro???

E estas campanhas contra a famosa RT??? Seria a ética uma possibilidade real ou apenas uma utopia cobrada de apenas uns coitados pegos para Cristo?

E essa tendência do faça você mesmo? Isso não desvalorizou a profissão de marceneiro tendo em vista que temos cada vez mais hobbistas desrespeitando os profissionais nos grupos e no mercado? Tais hobbistas, que perderam seus empregos por causa da crise estão invadindo o mercado e produzindo móveis que cedem com o próprio peso, pois ainda não possuem noção de estruturação e utilização de ferragens. O cara assiste meia dúzia de vídeos no Youtube e sai vendendo móveis sob medida utilizando os serviços de corte e bordeamento dos fornecedores, outro tiro no próprio pé do mercado. Será que esta democratização do setor é mesmo favorável ao coletivo a médio e longo prazo? Qual será o futuro deste mercado?

E esse pessoal que arruma um Promob pirata e estão invadindo as redes com uma avalanche de projetos (se é que podemos chamar propostas 3D de projetos) sem ergonomia, estruturação e demais conhecimentos técnicos indispensáveis vendendo de 50 a 100 conto o ambiente? Bastou aprender a mexer no Promob já é projetista?

Qual a diferença entre marceneiro e caixoteiro?


Kkkkkkkkkkkkkkk

O velhaco meteu o loko!!!

José Benedito Poletto














Luiz Mariano

sábado, 2 de abril de 2016

A relação entre a Arquitetura e Marcenaria / Abda Pelegrini

Vejo a arte como um reflexo da sociedade. Dessa mesma forma vejo a arquitetura. Existem vários estilos, formas e elementos arquitetônicos... O que me chama atenção é a forma como a arquitetura (de modo geral) se relaciona com a marcenaria. Sempre dependemos uns dos outros, seja de forma direta ou indireta. A relação desses profissionais pode até ser conflituosa às vezes, mas é necessário e de suma importância. Podemos não gostar do farmacêutico.. mas precisamos de remédio! Podemos não ir com a cara do pedreiro, mas é esse profissional que constrói edificações. Então essa relação de uma forma ou de outra precisa acontecer. Cabe a nós, marceneiros ou arquitetos (projetista, designer..) buscar uma forma harmoniosa para tal.

A designer de interiores, kerli Ribeiro, comenta: "É um casamento sem opção de divorcio, principalmente no caso de interiores", temos que concordar com essa afirmativa. Os móveis e os elementos arquitetônicos refletem o morador, refletem o estilo de vida do nosso cliente! E é impossível não ter móveis em uma residência (muito obvio né?). Ela comenta também a importância dessa relação, ainda mais que hoje em dia os ambientes são cada vez mais reduzidos. "É necessário que essa intimidade ocorra de forma harmônica, bela e eficaz, podendo atender satisfatoriamente a necessidade do cliente", conclui.

Entendemos que precisamos e podemos sim ter um bom relacionamento profissional. Que possamos deixar de lado o egoísmo e abrir os braços de fato, para nossos parceiros! a arte é o reflexo da sociedade. A arquitetura é o reflexo da sociedade e da relação saudável entre marceneiros e projetistas.



Abda Pelegrine é estudante de Arquitetura (Segundo Ano) e filha de Marceneiro. de Cuiabá, Mato Grosso. Unic- Universidade de Cuiabá. Nossa amiga do Grupo Marcenaria BRASIL e participou do Projeto Áquila que agitou o Face em 2015 e em breve terá continuidade.

Nós da Marcenaria BRASIL sempre incentivamos a participação dos estudantes de design e arquitetura no intuito de já prepará-los à realidade do mercado e interagir de forma positiva com os demais profissionais da cadeia produtiva, eis uma das nossas missões.

Este tema foi levantado num tópico de debates em nosso grupo onde vários profissionais das áreas relacionadas discutiram sobre os conflitos entre profissionais de projeto e marceneiros.