sábado, 25 de abril de 2015

[Debate] Que tal ressuscitar o Post-Fórming? Que tal voltar à Marcenaria Tradicional???



Esse debate está girando em pleno vapor no grupo Marcenaria BRASIL...

Quem não conhece o Post-Forming vale à pena entrar neste link da Fórmica para entender melhor do que se trata: http://www.formica.com.br/pro_postforming.htm

Minha definição do que é marcenaria tradicional é bem simples: Móveis confeccionados com Compensado, Folhas Naturais, Folhas Pré-Compostas, Painéis Sarrafeados, Fórmica (Laminado Melamínico de Alta Pressão), Seladora, Verniz Nitro, Verniz PU, Madeira Maciça, etc...

Passou a época das vacas gordas e atualmente estamos enfrentando uma crise enorme no mercado. Vendas em baixa e inadimplência preocupante... É neste contexto que a pequena marcenaria precisa aproveitar toda sua flexibilidade para sobreviver e até lucrar com a crise.

Para piorar ainda mais o cenário, eis que os grandes magazines estão entrando com tudo neste mercado de planejados, concorrência esta que pode esmagar os pequenos, pois será impossível competir com os preços e condições de pagamento que eles vão ofertar, e mesmo o marceneiro ofertando uma qualidade superior e flexibilidade de projeto isso pode não ser argumento o suficiente para concorrer com esses peixes grandes.

Sendo assim uma das saídas que já está se tornando tendência é a volta para a Marcenaria Tradicional como diferencial na concorrência contra estes gigantes, vamos ir onde eles não conseguem ir, fazer o que eles não conseguem fazer, simples assim!

Há tempos é questionado se a marcenaria não abriu mão de seu maior diferencial diante a concorrência dos modulados quando abraçou o MDF como principal insumo. Pois bem... O que outrora pode ter sido a salvação, hoje pode se tornar sentença de morte.

No desenrolar do debate gerado no grupo vocês podem perceber a divergência de opiniões, situação esta que era totalmente previsível tendo em vista que a facilidade da produção com o MDF é indubitável, mas um defensor da Marcenaria Tradicional se destacou se mostrando um verdadeiro poeta. hehehe Gostei tanto dos textos que ele postou que vou documentar aqui neste post pra ficar arquivado. Este camarada é o Antonio Carlos Carvalho!!!

Segue os textos que ele postou no tópico do grupo:

O Resgate da Marcenaria

É injusto se pensar apenas em móveis e coisas do gênero quando se fala em marcenaria. Podemos afirmar categóricamente que a marcenaria foi a grande roda (e digo isso literalmente, se
atentarmos para os primeiros guindastes erigidos) que amparou, moldou e mudou o mundo. Se repaginarmos a história observaremos que a marcenaria teve papel elementar na maioria das grandes e maravilhosas invenções e engenhosidades que hoje nos cercam.

Bem antes das magníficas descobertas entranhadas na terra como o ferro, o petróleo...a marcenaria já lhe era exuberante e frondosa, convidando seus escolhidos à imaginar, expôr e configurar suas incríveis e extraordinárias idéias e engenhosas invenções. Por séculos a marcenaria rasgou os mares, removeu limites, reinou nos castelos, concedeu seu trono à príncipes e reis, encorajou exércitos, produziu sons inesquecíveis, emfim - sem falar na sua maior façanha: A arca de Noé!

É injusto que os grandes nomes escolhidos pela marcenaria sejam reconhecidos e lembrados apenas como mestres-artesãos marceneiros; por tais feitos, a marcenaria não deveria ser esquadrinhada como arte e sim como ciência.

Hoje, existe uma forte indústria de transformação sendo equivocadamente conhecida como marcenaria. A marcenaria é companheira inseparável do talento nato e como rainha exigente que é, não se dá à quem de fato não a queira, portanto, um viva à marcenaria!

Imagine: Se a história sobre o cavalo de Tróia foi de fato real, podemos dizer que esta foi provavelmente uma das maiores proezas da história da marcenaria.

Antonio Carlos Carvalho



[Poesia]: A Árvore de Mil Anos

Lenhador matou uma árvore,
Vou levar para queimar!
Marceneiro ouviu a queda, correu, tentou salvar.
Entristecido falou:
Lenhador porquê matou!?
- Não tive intenção de matar,
Arrependido estou, já não posso consertar!

Lenhador chorou e disse:
Se eu pudesse voltar atrás, jamais faria isto!
Marceneiro desabafou:
Cem anos se passaram até este dia chegar...
D'um golpe desnecessário se fez tudo desabar!

Qual motivo e qual razão lenhador pro machado afiar!?
Quão majestoso tronco tombou!
E o tempo, o que dirá!?
Ergueu seu braço contra mim! ...
Fez meu capricho cessar;
Tanto trabalho eu tive e nisso que veio dar!?

- Lenhador eu sou o tempo!
E agora o que fará!?
Pavor e grande medo fez lenhador desmaiar...
Marceneiro correu depressa pra ajudar lenhador,
E ao tempo disse:
Sê com este como foi com ela... Ergue-o novamente.

Lenhador abriu os olhos... Sonho terrível tive...
Percebeu em seu lugar a falta do magnífico tronco
Que de pequeno viu criar
- Maldito seja o machado que este tronco fez tombar,
Seja também o seu braço que daqui o carregar.

- Lenhador não diga isso porque maldito será...
Lenhador de olhos tristes fez-se o juízo chegar...
Marceneiro me ajude, como posso reparar...
Desfiz o trabalho do tempo, me ajude a consertar...

Tempo me perdoe, como posso te alegrar
- O tempo lhe sorriu e disse: O marceneiro dirá!
- Seja o machado e o teu braço que maldito foi,
Abençoado será...

Levemos ao lugar de talento e um móvel se fará...
Assim se fez os cem anos, aos mil anos chegar.

Antonio Carlos Carvalho

Postado inicialmente no Blog: http://www.poesias.omelhordaweb.com.br/pagina_autor.php?cdEscritor=1117&cdPoesia=10336






terça-feira, 21 de abril de 2015

CONHECENDO A SUA MARCENARIA – ANÁLISE FOFA OU SWOT

Com a constante concorrência com grandes marcas de planejados e modulados, a entrada de gigantes do setor moveleiro no ramo de planejados (http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/via-varejo-inaugura-setor-de-moveis-planejados) e as sazonalidades do setor, as marcenarias têm passado por constantes baques financeiros, seja estagnação do negócio, perda de mercado, dificuldade de conquista de novos clientes ou saber se posicionar frente aos concorrentes.

Para começarmos a mudar nosso posicionamento e estruturar um plano de ação para crescermos, recuperar nosso espaço e conquistarmos nossos clientes é preciso primeiramente entender bem qual é o nosso negócio. Não digo de fabricar móveis, digo conhecer o que faz da sua marcenaria única, qual seu forte e qual sua principal fraqueza, onde você perde clientes e dinheiro. Um método conhecido para isso é a Análise SWOT ou análise FOFA. Aqui apresentaremos como é o método e como fazer a análise em sua marcenaria, provendo dados para um plano de ação.

O que é: A famosa matriz SWOT, também dita análise, foi desenvolvida na década de 60 na Universidade de Stanford e, rapidamente, se transformou num exercício/método utilizado por todas as principais empresas do mundo na formulação de suas estratégias.

Significado: O nome, SWOT, é uma sigla que significa Strenghts (Forças), Weaknesses (Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças). Por essa razão, o exercício também é conhecimento como análise/matriz FOFA, em português. Essas áreas são separadas entre análise interna (forças e fraquezas) e análise externa (oportunidades e ameaças). Além disso, também existe a visão dos elementos que ajudam (forças e oportunidades) e aqueles que atrapalham (ameaças e fraquezas). Assim, a SWOT ou FOFA se torna um exercício completo de análise de ambiente que deve ser aplicado em qualquer processo de planejamento estratégico.



Para empregar a matriz é preciso que levantemos os pontos fortes e fracos do negócio, suas ameaças e as oportunidades existente. Mas para isso é preciso que a analise seja feita com um olhar distanciado e menos apaixonado do nosso negócio. Aqui não importa dizer que seu produto é de qualidade (que acaba sendo o argumento comum do setor). Aqui é preciso determinar o que é essa qualidade em valores, números, características. Portanto não poderemos ser evasivos, precisamos focar em entender realmente o perfil do nosso negócio e sermos realistas em entender nossas fraquezas e dificuldades e o que a nossa concorrência oferece melhor que a gente. Portanto olho clínico e imparcialidade, afinal isso te ajudará a planejar seu negócio. As explicações vêm ilustradas com imagens, mas é preciso que você faça a analise específica do SEU negócio, utilizando seus próprios critérios e peso

Como fazer

O exercício de criar a sua matriz SWOT consiste em levantar o maior número possível de itens para cada área. Portanto, vamos analisar ponto a ponto.
I) Forças:
As forças são elementos internos que trazem benefícios para o seu negócio. Uma outra maneira de pensar sobre isso é imaginar os elementos que estão sobre o seu controle, ou seja, você consegue decidir se mantém ou não a situação. Alguns exemplos podem ser:
1) A união da sua equipe
2) Uma certa quantidade de ativos (imóveis, equipamento moderno, etc)
3) Localização privilegiada
4) Relacionamentos estratégicos
5) Modelo de cobrança

São praticamente infinitas as forças que podem ser listadas em um negócio, mas é importante focar no que realmente faz diferença e, também, elementos que podem ser trabalhados em cima. Faz-se uma análise SWOT não apenas para refletir, mas para criar um plano de ação. Vamos aprofundar o exemplo acima.
1) A união da sua equipe -> Montar um sistema de remuneração integrado
2) Uma certa quantidade de ativos (imóveis, equipamento moderno, etc) -> Capitalização barata, facilidade de aquisição de financiamentos
3) Localização privilegiada -> Focar em estratégias de marketing no local
4) Relacionamentos estratégicos -> Segmentar projetos para esse público que temos acesso
5) Modelo de cobrança -> Preços mais competitivos ou giro melhor do capital.



II) Fraquezas:

As fraquezas são elementos internos que atrapalham o negócio. De modo complementar às forças, são aquelas características dentro do seu controle, mas que não ajudam na realização da missão. Alguns exemplos são:

1) Perdas por acabamento ruim

2) Matéria prima escassa

3) Equipe pouco qualificada

4) Tecnologia ultrapassada

5) Processo de entrega

Novamente, o interessante é buscar ações para mitigar essas fraquezas. Logicamente, é importante sair do lugar comum como “falta de dinheiro -> conseguir mais dinheiro”. Isso sido dito, vamos aos exemplos:

1) Perdas por acabamento ruim -> Fazer uma precificação amigável para vendas dde produtos com pequenos problemas (laca arranhada, borda quebradiça)

2) Matéria prima escassa -> Mudar de matéria prima ou assumir um posicionamento de luxo

3) Equipe pouco qualificada -> Desenvolver produtos mais simples ou mudar o processo para aproveitá-los

4) Tecnologia ultrapassada -> Vender a estrutura para outras empresas

5) Processo de entrega lento -> Deixar o cliente retirar ele mesmo o produto com mega desconto

                              

III) Oportunidades:

As oportunidades são as situações externas à empresa que podem acontecer e afetar positivamente no negócio. Estes fenômenos normalmente estão fora do controle da empresa, mas existe uma chance deles acontecerem. Alguns exemplos são:

1) Vai sair uma nova lei

2) Pode surgir um novo curso

3) Minha concorrente precisa de ajuda

4) Ter acesso à uma nova tecnologia

5) Algum produto complementar ao meu ser lançado

As oportunidades são muito perecidas com sonhos do tipo “se isso acontecer, vai ser muito bom.”. E, embora elas estejam fora do controle da empresa, deve-se haver uma preparação mínima para o caso dela ocorrer. Vamos avançar com os exemplos:

1) Vai sair uma nova lei -> Desenvolver um produto específico para atendê-la

2) Pode surgir um novo curso -> Planejar para os funcionários terem acesso à ele

3) Minha concorrente precisa de ajuda -> Podemos fazer uma fusão ou aquisição

4) Ter acesso à uma nova tecnologia -> Planejar uma nova linha de produtos

5) Algum produto complementar ao meu ser lançado -> Buscar parceria de marketing



IV) Ameaças:

Por fim, as ameaças são situações externas à empresa que podem atrapalhar o negócio. Assim como as oportunidades, estão fora do controle da empresa, mas sabe-se que existe uma chance de acontecerem. Alguns exemplos, são:

1) Entrada de um concorrente internacional no mercado

2) Pirataria dos seus produtos

3) Mudança na legislação do seu setor

4) Escassez de mão de obra

5) Catástrofes naturais/guerras

As ameaças podem ser traduzidas pelos medos que existem por parte da gestão da empresa. Igualmente às oportunidades, deve-se pensar, mesmo que por alto, maneiras de mitigá-las. Vamos lá:

1) Entrada de um concorrente internacional no mercado -> Fazer contrato de longo prazo com fornecedores

2) Pirataria dos seus produtos -> Estratégias para usar o marketing gratuito gerado

3) Mudança na legislação do seu setor -> Desenvolver um produto específico para atendê-la

4) Escassez de mão de obra -> Desenvolver um curso de capacitação próprio seu

5) Catástrofes naturais/guerras -> Ter planos alternativos e buscar novos mercados





Após essa analise minuciosa você tem dados suficientes para planejar um plano de ação, um passo seguinte, para atingir seus objetivos de crescimento. 

Afinal sabendo delimitar onde estão seus pontos fortes, é possível focar neles para encarar as oportunidades que surgem, e corrigir seus pontos fracos para enfrentar as ameaças. É possível, por exemplo, entender o que realmente te diferencia de seus concorrentes e apresentar isso ao seu cliente com mais segurança. É possível planejar sua propaganda baseada no que é o forte de sua empresa e investigar novos mercados.

Prontos para fazer a matriz de sua marcenaria?






















Cézar Augusto

Arquiteto e Urbanista formado pela UFMG

E atualmente estudante de Mestrado em Ambiente 
Construído e Patrimônio Sustentável em UFMG

De Itabirito – MG


domingo, 19 de abril de 2015

Produção em série pode ser uma boa opção!



Trabalhar com móveis sob medida requer muito conhecimento técnico e experiência de mercado. Pegar bons serviços através de propaganda é muito difícil. Criar e manter teias de indicações é complicado e leva anos. As oscilações do mercado são exageradas e traiçoeiras. Saber fazer os móveis representa apenas 10% do todo, tendo em vista que dominar técnicas de vendas, projeto, contabilidade, marketing, recursos humanos, etc, se faz necessário. O empreendedor é obrigado a literalmente assobiar e chupar cana.

A grande vantagem que leva muitos candidatos a empreendedor a correrem para o mercado de Móveis sob Medida é o investimento inicial baixo para iniciar as atividades e o fato de que só é produzido o que foi previamente vendido. Em quase todos os casos o cliente fornece 50% de entrada e até os cheques pré-datados antecipadamente no ato do contrato. A Margem de Contribuição e Valor Agregado também é bem maior.

Já no universo dos Móveis Seriados a coisa muda de figura. Muitas vezes é preciso bancar todo o custo da produção para depois de 30 dias começar a receber os ativos. Na maioria das vezes vendemos para atravessadores que ganham em média 30% do Valor Bruto da venda final. Outro problema é a escolha do produto e o controle de estoque. Investir muito em uma ideia nova pode ser um tiro no pé. Produzir pouco e estourar nas vendas pode ser um tiro no joelho. Mas a grande vantagem é a capacidade de controlar a rédeas curtas a produção e o consumo de materiais. Pelo fato de poder comprar em quantidade o mesmo tipo de material, existe a possibilidade de cortar os distribuidores e comprar direto da fábrica. Podemos organizar um belo estoque e planejar investimentos com mais segurança.

Recomendo principalmente àqueles que não dominam Projetos 3D e não possuem noções de Design para criar soluções exclusivas diferentes para cada cliente, investir em produção em série, pois seguir aquela estratégia de fazer exatamente o que o cliente pede é outro tiro no pé, porque o cliente sempre cria os maiores problemas depois que a ideia não deu certo e a corda estoura pro lado mais fraco.

Escolher um bom produto para produzir em série ou criar uma nova ideia, nem que pra isso seja necessário contratar um Designer qualificado, e depois arrumar pontos de vendas de terceiros para revender seu produto mesmo que seja em consignação, é mais fácil do que conseguir clientes diretos ou formar parcerias com Arquitetos, Designers, Decoradores e Lojas.

Aprender a ganhar no volume é a chave desta modalidade. Muitos podem pensar que é trabalhar muito para ganhar pouco, mas quem conhece produção sabe que o tempo que se leva para ajustar uma máquina para cortar uma peça, dá pra cortar 10, 50 ou quem sabe 100 peças iguais. Fora a possibilidade de usar gabaritos universais que agilizam muito a produção ou comprar maquinário específico para determinada função entre outros detalhes.

Outra vantagem da produção em série é o treinamento e o custo da mão de obra. Basta aprender uma vez para fazer sempre e ir evoluindo. Controlar a produção de cada colaborador também se torna mais fácil. Não tem como o funcionário enrolar.

(Texto escrito em Julho de 2011 para a Comunidade do Orkut Marcenaria Moderna)


(MARCENEIRO)




[Marcenaria x Gerenciamento]: Construindo Pontes


(Texto escrito em Setembro de 2010 para a Comunidade do Orkut Marcenaria Moderna):

A principal ponte que o líder precisa construir é dentro dele mesmo: a ponte entre o racional e o emocional, entre o pessoal e o profissional, entre o pensar e o fazer. A era industrial forçou fragmentações quando, por exemplo, exigia que a pessoa deixasse suas emoções em casa e viesse para o trabalho apenas com sua parte racional e profissional. Mas hoje as empresas precisam da imaginação das pessoas para vencer o jogo competitivo por meio da inovação. E a criatividade está principalmente no emocional. Por isso não dá mais para contar apenas com o lado racional dos empregados. Precisamos que todos, sem exceção, venham inteiros para o trabalho.
(Palavras de Carlos Ghosn, Presidente da Nissan. Retirado do Livro “Você é o Líder da sua Vida?” de César Souza)

Sobre Funcionários:

O que está acontecendo atualmente em minha Empresa é o fato de que produzimos rápido demais. Levamos mais tempo pra Projetar e colocar o material dentro da Empresa do que pra executar. Gasto 90% do meu tempo planejando e 10% executando, literalmente. Montagem também é outra parte bastante demorada. Sendo assim nestas ocasiões meus funcionários ficam parados. Várias vezes fui criticado por isso e aposto que aqui não será diferente. Mas em verdade vós digo que Marcenaria Artesanal é assim mesmo! Não dá pra manter os Funcionários produzindo a todo o momento. Inventar serviço ou tentar dispensar o Funcionário pra descontar depois (Banco de Horas) é no mínimo desmotivador e desnecessário. É o que chamo de Economia Porca. Defendo que quando não houver serviço deixe os Colaboradores parados ou dispense sem descontar. Afinal, eles não têm culpa se não tem nada pra fazer naquele momento. Deixem eles trocarem figurinhas e coçar o saco.

É lógico que estou falando da pausa na produção que pode ocorrer entre um serviço e outro. Quando realmente faltar serviço completamente e ficar dependente de uma venda pra voltar a trabalhar é melhor dar Férias Coletiva ou aproveitar pra se livrar de Funcionários Problemáticos. Aproveitar esse momento pra dar uma reformulação no Layout da Empresa é bom também.

Mas é interessante conversar com os Funcionários sobre o assunto deixando bem claro que ficar parado às vezes é normal. Que ninguém deve ficar incomodado ou com medo de cortes. E que todos devem ficar preparados pra mandar bala na hora certa. Ninguém deve ficar enrolando pra terminar um serviço só pra não ficar parado. Se o Funcionário acostuma enrolar neste momento não vai mais fazer o serviço rápido quando for necessário.

Jogo limpo é o que importa. Se a coisa ta preta abra a boca e reclame, se está bem, tranqüilize a todos. Devemos enrolar e mentir só para os Clientes (faz parte do jogo). Eles não gostam de ouvir a verdade. Mas para as pessoas que fazem parte do nosso dia-dia tem que ser jogo limpo senão perdemos a moral e aí a coisa fica preta a médio prazo.

Devemos investir no Gerenciamento de Produção pra diminuir e evitar essas lacunas, mas nunca apelar. Tem patrão que manda os funcionários lixar chapa de compensado e varrer o teto da Marcenaria (rsrsrsrs). Isso é o cúmulo da mesquinharia, absurdo! Outros ficam nervosos e saem atirando pra todo lado. Cadê a Inteligência Emocional deste indivíduo? Um camarada deste nem pode ser chamado de Líder!

Vendo meus Funcionários parados me perguntaram como eu consigo pagá-los e se estou tendo Lucro assim??? Respondi: Muito mais do que antes!


Se sua empresa não está indo bem, mude TUDO. 
Principalmente sua FILOSOFIA! 
Comece mudando a si mesmo!


(MARCENEIRO)

Gerenciamento de Pequenas Marcenarias



(Texto escrito em Setembro de 2010 para a Comunidade do Orkut Marcenaria Moderna)

Pra mim temos que transformar a Marcenaria em uma linha de produção de Móveis Projetados. Para isso abolimos aquele molde de um Marceneiro sozinho fazer o serviço de cabo a rabo. Passamos a trabalhar em grupo. Quanto maior a produção e maior for o número de funcionários menor a quantidade de tarefas a serem desempenhadas por cada indivíduo. (Porém é recomendável a rotatividade de tarefas entre os funcionários por questão de segurança e para que um seja capaz de cobrir o outro em eventuais faltas. Tarefas repetitivas tendem a causar acidentes).

Vamos começar com a Organização da Linha de Produção aos meus olhos:

1 – Planejamento: Um Marceneiro/projetista com um bom conhecimento técnico pega o projeto que o vendedor fez e passa para a linguagem de produção que deve ser padronizada para o entendimento de todos. Se puder fazer projetos técnicos, lista de peças com plano de corte, ótimo! Mas se não dispõe de todos os recursos não é necessário. Pode-se fazer um rascunho com as medidas e lista de peças com descrição para o corte a mão livre mesmo. É até melhor por não perder tempo com frescuras. O que é importante é passar as informações corretamente. É melhor fazer módulo por módulo para facilitar a montagem. É função desta pessoa elaborar a lista de material e fazer o pedido. Mas nunca esquecer de verificar as sobras antes. É bom anexar o projeto visual junto com o resto do planejamento para guiar aonde vai ter acabamento e a montagem das peças. Usar o serviço de corte dos fornecedores muitas vezes facilita muito a produção.

2 – Corte: Na falta de um plano de corte elaborado, é função do operador de máquina fazer o melhor aproveitamento da chapa, usar as sobras e marcar as peças. Usar etiquetas é legal, mas pode ser no lápis mesmo. Cortes especiais, ângulos e curvas normalmente é função do Marceneiro/projetista.

3 – Acabamento: Antes de começar o acabamento é necessário que o Marceneiro/projetista marque os topos e faces e o tipo de material a ser usado. É importante que a pessoa encarregada pelo acabamento já limpe as peças antes da montagem. Nem pensar em limpar as peças na casa do cliente.

4 – Pré - Montagem: Esse é o ponto mais importante para agilizar o processo produtivo. A melhor jogada é montar tudo o que é possível e testar todas as ferragens e vidros na Marcenaria. Mesmo que for por conta do Cliente comprar os puxadores e as ferragens especiais é interessante pedir que ele forneça estas peças antes para o teste. Mesmo nos dormitórios é necessário montar tudo antes, principalmente as portas e puxadores. As peças e ferragens difíceis de montar é função do Marceneiro/projetista. Para a montagem dos móveis em MDF é necessário basicamente uma furadeira com uma broquinha de 2,5mm, parafusadeira, parafuso 3,5mm x 35mm para montagem face x topo, parafuso 3,5mm x 25mm para reegrosso de chapas de 15mm. Furando com essa broquinha e usando esses parafusos não é necessário escariar. A parafusadeira no torque certo já afunda o parafuso no ponto certo para colar o tapa-furo adesivo.
                                                             
5 – Embalagem: Este é um diferencial enorme. O rolo de plástico bolha custa em média R$40,00 e pode ser reutilizado umas duas vezes. O papelão sanfonado aliado ao plástico bolha fica melhor ainda. É importante desmontar todas as ferragens que possam danificar as peças no transporte. Nunca embalar muitas peças juntas para não se esforçar desnecessariamente na entrega. Nunca colar a fita adesiva diretamente na peça para evitar estragar a mesma ou ter que limpar a cola que não sai fácil. Marcar a descrição das peças com etiqueta é uma boa para orientar a montagem.

6 – Transporte e entrega: Pra quem não tem um veículo apropriado é melhor terceirizar o serviço do que levar de picado. Mas um veículo com uma Kombi, por exemplo, e um salão no nível da rua que possibilite carregar tudo no dia anterior a entrega é a melhor jogada. Muitas vezes a montagem é prejudicada por conta de esquecimentos. Tanto de peças quanto de ferramentas. Para isso contagem de itens e caixa de ferramentas só pra montagem é a jogada. Na entrega carregar sempre as peças grandes e compridas em dois para evitar de estragar as peças e a casa do Cliente. Sem pressa! É impossível uma pessoa sozinha vigiar as duas pontas de um fianco, por exemplo.

7 – Montagem: Essa é a principal etapa! E é por isso que a pessoa mais experiente da empresa deve estar presente. Nas empresas pequenas essa pessoa pode ser o Marceneiro/projetista. É interessante deixar os detalhes para o final ou para a segunda visita. Primeiramente fazer volume e deixar os arremates pra depois. Nas cozinhas é interessante levar um sarrafo para apoiar o peso na montagem dos armários aéreos. Fazer seu ajudante ficar segurando o peso é uma comédia! Use um macaco de carro ou sarrafinhos nos gabinetes e balcões também. Para saber onde furar primeiramente perguntar ao cliente. Caso não obtenha a informação use a regra da cruz nos pontos de água e energia visíveis. Verifique também o que tem do outro lado da parede. Mas sempre ande com um tapa-furo de cano e cola na caixa de ferramentas. Passar massa corrida ou acrílica nas fendas entre a parede e o móvel dá um aspecto muito melhor. Mesmo que não dure muito tempo vale a pena. Tente resolver tudo o que for possível na obra. Leva e trás de peças não é muito profissional.


Como podemos observar a pessoa mais importante na empresa é o Marceneiro/projetista. Normalmente nas empresas pequenas essa pessoa é o dono e nas grandes é o encarregado de produção. Aquela ideia antiga de patrão e encarregado que só sabe mandar e xingar já era. Hoje em dia este indivíduo é o que mais trabalha na empresa e por isso ganha mais e deve ser valorizado. É essa pessoa que possibilita existir uma linha de produção de móveis projetados sob medida. Um dos grandes motivos das Marcenarias não crescerem é que todo mundo quer mandar, mas ninguém quer fazer. Mas a melhor jogada é com o tempo e com o desenvolvimento de cada funcionário o Marceneiro/projetista delegar cada vez mais as funções complexas a eles. Centralizar não é lucrativo e impede o crescimento da empresa. Mas querer que os funcionários se virem sozinhos é prejuízo na certa. A fórmula a ser usada deve ser flexível e ir se adaptando ao momento, ao serviço específico e a necessidade do Cliente.


Obs.: Obviamente já mudei muita coisa no sistema produtivo da minha empresa de lá pra cá!!!



(MARCENEIRO)


quarta-feira, 1 de abril de 2015

[Projeto Áquila]: Apresentação dos Participantes



O Projeto Áquila é uma dinâmica entre amigos de Facebook criada à partir do
grupo Marcenaria BRASIL onde profissionais do país inteiro se juntaram para criar peças de mobiliário de cunho artístico autoral. Esse desafio consiste num incentivo de uma maior aproximação entre projetistas, designers, arquitetos, e marceneiros visando a valorização do design e da marcenaria tradicional brasileira. A proposta é fazer as peças aproveitando as sobras de material das marcenarias e o tempo vago de cada profissional envolvido. Montamos duplas entre designers e marceneiros que vão criar juntos suas peças e todo o processo criativo e executivo será documentado e publicado em nosso Blog visando dividir essa experiência bacana com todos. Depois as peças serão, assim que possível, reunidas em exposições e depois de um ano leiloadas. Os valores arrecadados serão utilizados em ações beneficentes relacionados ao projeto e na formação de uma cooperativa. Já os direitos autorais e de comercialização das peças continuará nas mãos da dupla em pé de igualdade. 

Nossa Missão:

Valorizar a marcenaria e o design na mesma proporção!

Fazer algo extraordinário de forma extraordinária!



Participantes:

Equipe 01:





Designer: 
(São Paulo - SP)

Marceneiro: 
(Itararé - SP)



Equipe 02:




Designer: 
(Santo André - SP)


Marceneiro: 
(Guarujá - SP)





Equipe 03:





Designer: 
(Itabirito - MG)

Marceneiro: 
(Londrina - PR)





Equipe 04:


Designer: 
(Blogueira / Simples Decoração
(Rio de Janeiro - RJ)


Marceneiro: 
(Santo André - SP)





Equipe 05: ENCERRADA!!!





Designer: 
(Lucas do Rio Verde - Mato Grosso)

Marceneiro: 
Alexandre Moura
(Congonhal - MG)





Equipe 06:





Designer: 
(São Luís - Maranhão)


Marceneiro: 
(Colniza - Mato Grosso)




Equipe 07:






Designer: 
(Maringá - PR)


Marceneiro: 
(Cascavel - PR)




Equipe 08: ENCERRADA!!!


Designer: 
(Rio de Janeiro - RJ)


Marceneiro: 
(Embú-Guaçú - SP)





Equipe 09:




Designer: 
(Maringá - PR)


Marceneiro: 
Art Max Marcenaria (Airton) 
(Guarujá - SP)






Equipe 10:





Designer: 
(Santa Maria - RS)


Marceneiro: 
(Niterói - RJ)





Equipe 11:



Designer: 
(Santo André - SP)


Marceneiro: 
 (Imigrante Brasileiro em Londres - Inglaterra)





Equipe 12: ENCERRADA!!!






Designer: 
(Maringá - PR)


Marceneiro: 
(Curitiba - PR)





Equipe 13:



Designer: 
(Guarujá - SP)


Marceneiro: 
(São Francisco de Paula - Rio Grande do Sul)










Equipe 14: ENCERRADA!!!



Designer: 
(Brasília - DF)

Marceneiro: 
(Biguaçu - SC)









Equipe 15:




Designer: 
(Americana - SP)


Marceneiro: 
(São José - SC)





Equipe 16:



Designer: 
(Ourinhos - SP)


Marceneiro: 
(Santo André - SP)








Equipe 17:



Designer: 
Ariany Cristina Damas 

(Londrina - PR)


Marceneiro: 
Luzmar Móveis 
(Oliveira - MG)







Equipe 18:



Designer: 
(Recife - Pernambuco)


Marceneiro: 
(Curitiba - PR)









Equipe 19:





Designer: 
(Aracajú - Sergipe)


Marceneiro: 
(Uberlândia - MG)







Equipe 20: ENCERRADA!!!



Designer: 
(São Paulo - SP)


Marceneiro: 
(Serra Negra - SP)







Equipe 21:



Designer: 
(Rio de Janeiro - RJ)


Marceneiro: 
José Luiz Silveira da Silva 
(Biguaçu - SC)







Equipe 22:


Designer: 
(Santo André - SP)




Marceneiro: 
(Embú-Guaçú - SP)







Colaboradores de Equipe:









Equipe 15
Designer: 
(Piracicaba - SP)












Equipe 07
Designer: 
Claudia Simone 
(Cascavel - PR)










Equipe 06
Designer: 
Lorraine Frederico
(São Luís - Maranhão)






Em breve postaremos as primeiras peças!!!

(hehehe)




Organizadores:





Oferecimento:

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www.marianomoveis.com.br