quarta-feira, 18 de março de 2015

[Marcenaria & Design BRASIL]: Projeto Áquila



Conceito Geral

O título de nosso projeto foi inspirado no filme clássico de 1985, " O Feitiço de Áquila, onde o Bispo de Áquila fica possuído de raiva e ciúme e lança uma maldição sobre o casal: de dia a protagonista sempre será um falcão e de noite ele toma a forma de um lobo, sendo que desta forma o casal passa a vagar eternamente juntos, porém separados.


A história deste filme é uma analogia perfeita para o que acontece entre a marcenaria e o design, pois os dois andam lado a lado, porém a comunicação e cooperação entre si são fracas ou inexistentes. Os designers reclamam que os marceneiros não respeitam seus projetos ou não conseguem realizar suas criações; já os marceneiros reclamam que são explorados e seu nome e de sua empresa nunca ficam em evidência junto ao nome do designer.

No grupo do Facebook Marcenaria BRASIL nosso amigo Poletto levantou esta questão e provocou os designers e marceneiros presentes no debate com um desafio: Juntar equipes multidisciplinares para criar peças de marcenaria com um design artístico autoral, onde o processo criativo do designer seja tão valorizado quanto a execução artesanal de tal peça passo a passo. Executar passa a ser tão importante quanto criar.


Vocabulário

Marcenaria; Design; Sustentabilidade; História; Artesanal; Tradicional; Design Emocional; Clandestinidade; Improviso; Multidisciplinaridade; Sinergia; Cooperativismo; Caridade; Conceitual; Autoral; Simplicidade; Ação; Atitude; Reuso; Arte; Criatividade; Etc...


Resumo da Proposta

Vamos juntar marceneiros e designers que nunca trabalharam juntos, de cidades e até estados diferentes, para criar e executar peças de marcenaria & design que vão ser juntadas num único acervo que será posteriormente exposto em espaços físicos e depois leiloados pela Internet. Parte dos lucros vão ser doados para uma instituição ou ONG que proporcione cursos profissionalizantes a comunidades carentes, a qual ainda vamos escolher com bastante calma e responsabilidade. A outra parte será usada para criar um tipo de cooperativa entre os designers e marceneiros para produzir peças artísticas autorais e comercializar por todo o Brasil e quem sabe exportar, mas isso é algo a ser pensado depois conforme o sucesso da primeira fase, obviamente. Em resumo os protótipos serão doados ao Projeto Áquila para estes dois objetivos, porém os lucros das encomendas que podem surgir serão repartidos entre as equipes conforme regras internas de cada uma.

Na primeira fase precisamos criar as equipes, ditar as regras básicas e executar as peças (protótipos) que devem ser documentadas com rascunhos, projetos, fotos e vídeos que serão postadas separadamente no Blog Marcenaria BRASIL contando a história de criação e execução nos detalhes mais interessantes sem encher linguiça. Estas peças serão guardadas, e por que não expostas, na marcenaria que executou ou no escritório do designer que criou, cabe a cada equipe decidir e prever como serão realizados as vendas, formas de pagamento e divisão de lucro entre si, mas o protótipo não poderão vender, pois este está reservado para as exposições que virão, como já mencionado.

O foco principal é fazer o máximo com o mínimo, aplicar a sustentabilidade e acessibilidade nas três vertentes (social, econômica e ambiental). Para isso vamos usar sobras de material da própria marcenaria, material de demolição ou madeira retirada do lixo. Como o valor agregado é maior, é recomendável criar peças de madeira maciça, mas nada impede do designer e a marcenaria de executarem uma boa criação com MDF ou outros materiais. Outra recomendação é utilizar processos artesanais, mas uma leve pitada de tecnologia em parte do processo pode ser um bom tempero e torna a peça mais contemporânea em seus processos podendo fazer parte do discurso da mesma postado no Blog. Os custos de todo o processo devem ser discutidos entre os membros de cada equipe, mas recomendo um respeito mútuo pelas limitações de tempo e dinheiro de cada parte e um forte foco em fazer a coisa acontecer, custe o que custar, mas menos possível.

Obvio que copias ou interpretações mal elaboradas (mudar apenas 1 cm da medida original, por exemplo) de outros profissionais do mercado não serão aceitas na gincana. Nosso foco é mostrar a capacidade criativa, executiva e colaborativa do design e da marcenaria brasileira, e cópias não se encaixam neste espírito.

Para fazer a escolha das equipes vamos montar um bate-papo em público no grupo na apresentação desta proposta. Tal escolha será livre e por afinidade, podendo ser mudada no decorrer do processo, pois o que importa para o grupo é só a peça pronta, tornar a coisa real e fazer muito barulho com o resultado final.

Adendo (20/03/2015):

Estamos incluindo a pedido do nosso novo participante, o designer Marcelo Barros, que é PcD (Pessoa com Deficiência) o tema ACESSIBILIDADE como tema a ser abordado, se possível, nos projetos das peças.

"Caros Marceneiros e Designers se desejarem podem, sem obrigação nenhuma, incluir "adaptações e modos de total acessibilidade" (até mesmo imperceptíveis) às suas criações, pois aí sim "todos" poderão utilizar naturalmente". (Marcelo Barros)

Público Alvo

Definir um único público alvo chega a ser contraditório a um dos maiores objetivos do Projeto Áquila: Atrair qualquer pessoa que se interesse pelas peças e por conseqüência pela marcenaria & design e aproveitar a oportunidade para, digamos assim, EDUCAR tais consumidores, mostrar o valor das peças, da marcenaria e do design, mostrar todo o romantismo do trabalho artesanal artístico autoral brasileiro, provar que o design é de todos para todos, que não é apenas luxo supérfluo ou coisa de rico metido à besta.

Não vamos apenas vender as peças, vamos vender a história por trás delas, vender significado!

Mas bem sabemos que os maiores consumidores podem ser os próprios designers, arquitetos, decoradores e demais amantes da arte que vão orientar seus clientes a comprar nossas peças ou comprar para si mesmos, pois também são consumidores de design em potencial independente da classe social ao qual pertencem.

Sendo assim vamos atacar nestes alvos: quem conhece e quem quer conhecer!

Obviamente que para isso tudo funcionar não podemos e nem devemos exagerar no preço de venda, pois o foco não é apenas vender para a elite, e sim levar o design para a casa de qualquer pessoa que se interesse e tenha dinheiro para pagar. Design democrático e ferramenta de inclusão e interação social. 

Objetivo

Óbvio que é ganhar dinheiro, mas não de qualquer forma a qualquer custo. E vou logo avisando: Peças de cunho artístico e autoral não dão um bom retorno financeiro, mas são ótimas ferramentas de marketing, chamam a atenção, fazem barulho. Sendo assim recomendo aos participantes encararem isso tudo como uma forte campanha de marketing, colocar isso em seus portfólios e demais canais de divulgação e preparar o arroz com feijão de sempre para servir, pois a técnica maior é mostrar o filé para vender a carne moída e ao mesmo tempo agregar valor à carne moída porque você é capaz de preparar o filé. Achar que vai faturar alto com estas peças é ilusão, infantilidade, devaneio. Mas isso é apenas minha opinião e é obvio que uns vão tirar mais proveito do movimento do que outros, isso é normal e vai depender da capacidade de cada um aliado a vários outros fatores.

Trocando em miúdos: 
O Projeto Áquila é uma campanha de divulgação com um forte apelo cultural. Fato!


Missão Maior

Nós brasileiros estamos cansados de seguir os passos dos outros. Este é um sentimento cada vez mais crescente. No ramo moveleiro então nem se fala, pois a predominância dos italianos é indubitável e asfixiante. É neste contexto que vamos assumir a missão de criar nossas peças abraçando a brasilidade que nós é negada. E nada melhor e mais nacional que o famoso “jeitinho brasileiro”, e é por isso que vamos fazer tudo no improviso, gastando pouco ou nenhum dinheiro, roubando madeira do lixo dos outros, chorando pitanga com fornecedores pra ganhar insumos de graça, pedindo esmolas para possíveis investidores e assim por diante.

Quando coloquei a palavra “clandestino” no vocabulário não estava de brincadeira, pois se nenhuma Secretaria de Cultura permitir nossas exposições, nos apoderamos do espaço público sem autorização mesmo, e se o ‘rapa’ aparecer, pegamos elas pelo braço e saímos correndo. Kekekek

Valorizar a marcenaria e o design na mesma proporção!

Fazer algo extraordinário de forma extraordinária!


Diferencial do Projeto Áquila

# Trabalho multidisciplinar entre pessoas que em sua maioria se conhecem apenas virtualmente;
# Total improviso e resultados imprevisíveis;
# A valorização do marceneiro em igualdade com o designer;
# Valorização da Marcenaria & Design Brasileiro;
# Participação de designers e marceneiros praticamente anônimos promovendo o surgimento de novos talentos;
# Movimento idealizado, organizado e conduzido através das redes-sociais seguindo a tendência atual do advento da tecnologia da comunicação que permitiu quebrar fronteiras de espaço e classe social;
# Promover inclusão social e interação entre as classes;


Divulgação

Será montado um álbum principal no Blog do grupo Marcenaria BRASIL que será usado na divulgação com a foto e descrição de cada peça linkando para o álbum de cada equipe. Neste álbum só será permitida anúncios de patrocinadores do Projeto Áquila, já os patrocinadores de cada peça serão limitados aos álbuns dos mesmos.

Dentro da postagem no Blog de cada peça será exigida a divulgação do designer e do marceneiro, obviamente. Será permitida a divulgação do escritório onde o designer trabalha e da empresa por trás do marceneiro, como também os fornecedores e demais colaboradores da peça em questão. Ficará a cargo dos participantes de cada equipe fornecer todo o material necessário para montar o post.

AVISO: Como estou fazendo isso sem remuneração e em tempo vago não preciso, mas vou assim mesmo, avisar que vão ter que esperar meu tempo, porém vão poder pedir para editar os resultados.

Obviamente que começaremos pelas redes sociais através dos nossos perfis pessoais e demais canais que os próprios participantes possuem. Compartilhar o álbum principal do Projeto Áquila em seus canais passa a ser uma obrigação assumida pelos participantes e isso será cobrado. Aconselhável, se possível, postar nos grupos relacionados ao tema que cada um segue, sem quebrar as regras dos mesmos.

No andar da carruagem e principalmente depois das peças concluídas vamos correr atrás do apoio de revistas e jornais para cobrirem a matéria sobre o projeto, como também blogueiros profissionais do setor ou relacionados. Contamos com apoio de todos os amigos, mesmo quem não vai participar, como também é aconselhável pedir ajuda aos familiares nos compartilhamentos, não esperem as pessoas tomarem a iniciativa, peçam na cara de pau mesmo. hehehe

Desde o início vamos abrir espaço para possíveis patrocinadores tanto na divulgação quanto na realização das futuras exposições físicas que pretendemos fazer, desde que esses não interfiram negativamente na proposta e espírito do projeto. Anunciantes também serão bem vindos, desde que o produto seja relacionado. Valores a combinar!

É claro que o livro caixa será aberto à todos os integrantes e um tesoureiro será nomeado, mas isso é caso para se discutir depois, primeiro vamos fazer as peças, depois quebramos o pau novamente sobre o que fazer com elas, tudo no improviso seguindo o espírito proposto pelo Projeto Áquila.


Montagem das Equipes

Vamos deixar inicialmente o povo escolher por afinidade, mas quem ficar sobrando vamos precisar ajudar ligar os pontos, ou seja, indicar.

Não aceitaremos designers e marceneiros da mesma empresa ou familiares na formação da dupla, porém os demais colaboradores fica livre, ou seja, o escritório de design precisa ser separado da marcenaria, outra empresa.

Vamos permitir trazer gente de fora do grupo para compor as equipes, mas é recomendável que esta pessoa ou um representante da mesma seja inserida no grupo Marcenaria BRASIL para poder acompanhar o caminhar do processo.

Designers de qualquer área, arquitetos e projetistas sem formação podem participar, desde que comprovem capacidade criativa em peças deste perfil ou experiência comprovada com peças já criadas.

==> INSCRIÇÕES ENCERRADAS <==


Processo Criativo

O designer pode e deve procurar abrir uma comunicação efetiva com o marceneiro, esta é a maior missão da gincana, porém devemos deixar claro que esta parte do processo é o seu trabalho e cabe ao designer conduzir com maestria e criar, se preciso for, a proposta inicial da peça sozinho, para só depois colocá-la em discussão com o marceneiro, pois não se trata de uma troca de lados, mas sim um trabalho em grupo onde cada um faz o seu, a diferença é que tanto o designer quanto o marceneiro vão ter voz ativa nas decisões da equipe em todas as etapas. A ideia é a proposta bater e voltar quantas vezes forem necessário, só que para isso acontecer apenas argumentos válidos devem ser levados em consideração, e quando a discussão se mostrar interminável, um lado precisa decidir a coisa e o outro acatar em prol do objetivo maior que é FAZER A PEÇA ACONTECER e o resto que se foda!

Se o designer precisar de mais informação e parâmetros para criar a peça não cabe ao Projeto Áquila mostrar o caminho, este pode e deve discutir as necessidades com o seu parceiro de marcenaria, como material, habilidades, máquinas e ferramentas disponíveis; quanto cada um pode gastar, quanto vão gastar; qual peça vão fazer; etc... Deixaremos as equipes livres para criarem suas regras internas que só serão válidas dentro das mesmas.

Este é o maior desafio: Driblar as dificuldades, as diferenças, a falta de dinheiro, de estrutura, etc... Não esperem fórmulas prontas e NADA de mão beijada!

Outro objetivo é que o projeto deve ser preparado de uma forma que depois qualquer marceneiro possa reproduzi-lo, pois se aparecer a oportunidade a equipe pode vender a ideia ou produzir em série.

Volto a citar que TODO o processo criativo, cada pensamento, cada rabisco, o conceito seguido, as dificuldades, os recursos e softwares utilizados, proposta 3D, projeto executivo, maquetes virtuais ou físicas, TUDO deve ser documentado e enviado para ser divulgado no Blog junto com a peça. Não só o processo de execução fará parte desta divulgação, a criação tem igual importância.

Sugestão e Escolha das Peças

Cada equipe escolhe o que produzir e como executar, mas é preciso uma comunicação geral para não haver repetições em excesso!

As peças precisam ser pequenas, leves e se possível desmontáveis para facilitar e baratear o transporte, mas deixaremos isso aberto à discussão na apresentação da proposta inicial do projeto de cada peça.

Sugestões: Bancos, Cadeiras, Luminárias, Mesas, Espreguiçadeiras, Penteadeiras, Aparadores, Peças Decorativas, Biombos, Criados, Cristaleiras, Namoradeiras, Mesa de Centro p/ Sala, Artigos p/ Jardim ou Churrasqueiras, etc. 


Custos e Riscos

Quando as exposições ocorrerem cada equipe vai precisar assumir os custos e riscos sobre o transporte, armazenamento e todo o período da exposição, como também os custos extras, pois mesmo que o espaço seja cedido de graça, muitos custos extras podem surgir.

Obviamente que vamos correr atrás de patrocínio, mas é previsível que no início precisamos provar nossa capacidade e fazer tudo do nosso bolso se necessário for.

Qualquer movimento neste sentido será discutido e aprovado em assembléia com um, e apenas um representante nomeado por cada equipe.

Importante: Dependendo da quantidade de peças que conseguirmos reunir nem todas poderão participar das exposições que vão surgir podendo haver um processo de seleção que vamos ter que organizar caso isso aconteça, ou deixaremos ao expositor interessado fazer tal seleção. Mas nada impede das outras peças tomarem outro rumo, ou seja, participar de outras feiras e exposições esparramadas pelo Brasil e exterior. 


Direitos autorais

O direito sobre as peças será dividido meio a meio entre marceneiro e designer ou escritório e marcenaria, fica a cargo de cada equipe decidir, pois o marceneiro vai participar de todo o processo dentro do seu limite da sua competência e vai precisar apontar soluções técnicas para a execução e até criação da peça correndo o risco até de modificar o conceito inicial por causa disso. Tais variáveis vão variar de equipe a equipe e cabe a cada uma contornar tais dificuldades lembrando que este é o verdadeiro desafio. 

Recomendo aos participantes deixarem de lado a possibilidade de serem copiados por estarem expondo todo o processo, lembrando que o objetivo é divulgação, e divulgar só a foto da peça pronta não cria uma história por trás da mesma que será umas das maiores ferramentas de marketing do projeto.

Quanto mais uma peça é copiada mais moral o criador ganha no mercado! Fato!
E quem compra cópias jamais comprará as peças originais na falta de cópias mais baratas disponíveis, questão de perfil consumidor.

Por outro lado até proponho abrir mão dos direitos autorais para produções artesanais em pequena escala para consumidores regionais, tendo em vista que é impossível fiscalizar isso, mas cabe às equipes decidirem isso em acordo.

Mas se a equipe achar interessante registrar a peça de alguma forma ou até requerer a patente da mesma, isso ficará a cargo da mesma decidir e arcar com os custos.


Observações Finais

Prazo sugerido para a realização da peça e entrega de todo o material para divulgação no Blog será 90 dias.

Esta proposta inicial está sujeita a alterações conforme idéias somadas no debate na apresentação da mesma no grupo ficando a cargo dos organizadores peneirar e decidir o que deve ser absorvido.

Quero deixar claro que muita coisa que escrevemos aqui é discurso, oratória, que visa proporcionar um espírito ao projeto!!! Na prática a coisa será muito simples!

Critiquem este material, vamos melhorar ele!

==> INSCRIÇÕES ENCERRADAS <==

Veja aqui as equipes formadas!!!

Organizadores:

Face:
MarianoProj Áquila (Luiz Mariano)
Ariany Cristina Damas
Airton José de Freitas
Ana Eliza Roder França 

Google+:



Oferecimento:

Acessem nossa Loja Virtual (Blog): marianomarceneiro.blogspot.com.br


 Acessem nosso site: 



sábado, 14 de março de 2015

[Yara Cianci e Marcello Cruz]: Quando o DESIGN encontra a MARCENARIA o resultado não podia ser diferente...


Ontem, dia 13/03/15, plena sexta-feira agitada pelos protestos FORA DILMA esparramados pela cidade de São Paulo e região, saí correndo de Santo André, ABC Paulista, entrei no Trem da CPTM e saí do Metrô direto no Morumbi para cobrir a entrega desta peça que o Marcello Cruz e seus sócios da Art Max, Airton José de Freitas e Cecy Cruz, toparam fazer para a Arquiteta e Designer Yara Cianci, que é especializada em cozinhas de alto padrão com uma vasta bagagem de trabalhos na área a nível nacional e até internacional, desde serviços executados a cursos e palestras do gênero.


Essa peça é um exótico suporte para livros e revistas que a equipe da Art Max tratou de executar uma interpretação toda especial. Quem é um verdadeiro amante da Marcenaria Tradicional só de bater o olho na peça vai reconhecer o valor da mesma, pois essa junção Rabo de Andorinha é só para os fortes. Hehehe. Esse travante com cunha, então, nem se fala...














Social:

(Airton José, Yara Cianci, Luiz Mariano e Marcello Cruz)


(Cecy Cruz, Yara Cianci e Nilce Cantieri)

(Airton, Yara, Cecy e Marcello)

(Olha eu de bicão alí! kkkkk)

(Acho que ela gostou da peça, só acho! hehehe)

Um pouco da Loja da Yara Cianci e da Nilce Cantieri:












(Ferragem para basculantes inversos importada da Alemanha) 









Essa loja ainda está em fase de montagem, mas já dá pra sentir o drama da coisa, né? hehehe Trata-se de uma loja que representa uma marca de modulados de auto padrão, a Marcato, mas a Yara Cianci e sua sócia Nilce Cantieri são duas amantes apaixonadas pela Marcenaria Sob Medida e já realizaram grandes obras de marcenaria com grandes arquitetos e designers de renome. Esta loja segue uma linha exclusiva e não é aberta ao público, ela fica no décimo sexto andar de um prédio comercial num belo ponto estrategicamente localizado no Morumbi, lugar perfeito para os arquitetos e designers levarem seus clientes para um atendimento diferenciado, VIP, reservado e vender status de uma forma ímpar! Tal proposta explora muito bem os signos do Luxo e Exclusividade!

Inclusive a Yara possui uma vasta experiência nesta área, já trabalhou várias vezes na Feira de Milão e sabe como ninguém as tendências deste mercado, muito antenada na moda e com um grande conhecimento técnico de projetos ela é palestrante, consultora e dá cursos diversos com muitos trabalhos incríveis neste segmento. (Entrem em contato ou pesquisem mais a este respeito, a surpresa será grande e agradável).

Foi uma experiência incrível conhecer pessoalmente esta turma, e não estou apenas puxando o saco, não... A Yara possui conhecimento demais e eu absorvi o máximo que pude, sentamos numa roda e batemos papo durante horas, todos trocamos experiências, mas obviamente que quem mais tinha conteúdo a compartilhar era a Yara, e ela o fez sem pestanejar, rasgou o verbo, sempre muito empolgada provou que, como eu e os demais, realmente é uma apaixonada pelo que faz. Amém! hehe

Tudo bem que 99% dos nomes e fabricantes que ela citou eu nunca ouvi falar! kekeke Desculpem, sou menino pobre e catarrento abrindo os olhos para o mundo agora. kekeke Tentei ficar calado e ouvir mais, tentei... hehehe

Obrigado a todos pela oportunidade!



+Luiz Mariano

(MARCENEIRO)

www.marianomoveis.com.br

domingo, 8 de março de 2015

Elias Leão Marceneiro: O maior fenômeno das redes sociais do nosso setor!

Tive a oportunidade de acompanhar um pouco da trajetória deste grande amigo e tenho o maior orgulho de escrever esta matéria sobre seu trabalho.


Marceneiro desde 1967 este camarada aprendeu a trabalhar com a marcenaria tradicional. Ele é da época que nem as simples buchas de naylon existiam, precisavam pedir para um pedreiro chumbar um sarrafo na parede para fixar armários ou usar a técnica da cunha de madeira socada a marretadas na parede. Naquela época madeira maciça, respigas, prensa, gabaritos diversos, compensado, folhas e fórmicas predominavam. Nesse tempo a seladora era passada
na boneca (chumaço de algodão ou estopa esfregado em madeira felpuda para compactar), era um trabalho extremamente artesanal e um verdadeiro exercício de vai-vem frenético. Pegar na bonequinha era trabalho de cabra macho! kkkkk


Ele teve uma grande marcenaria na Rua Nhatumani, São Paulo, SP onde ficou por 18 anos, de 1982 à 2000, era legalizada com Cetesb e tudo!!!



Conheci este camarada através da Comunidade do Orkut sobre Marcenaria que ele montou nos anos 90. Foi lá que sua trajetória nas redes sociais começou e hoje atingiu proporções fenomenais. Com certeza a matéria que a Revista Móbile, a maior revista do setor moveleiro da América Latina, em Abril de 2011 foi o que o alavancou, e muitas portas se abriram depois disso.


Adoro quebrar um pau com esse cara, sempre foi uma honra pra mim debater com ele sobre marcenaria. kkkkk Embora minhas raízes também sejam da marcenaria tradicional, obviamente por ser mais jovem sempre apelei pra uma pegada mais moderninha divergindo das ideias do Leão em muitos pontos, mas confesso que aprendi pra KCT com esse camarada e sou um fã incondicional do seu trabalho.

Nunca vou esquecer de uma vez que o Leão postou no perfil dele uma crítica aos Médicos Brasileiros naquela parada dos Cubanos que vieram trabalhar no Brasil e tal... Meu!!! Lotou de médicos lá criticando o cara e ele tava peitando todo mundo sozinho, os médicos falando difícil e ele na maior humildade mandando ver no debate FERVOROSO, quando ele me chamou pra briga quase cheguei tarde, mas deu pra dar uma voadora naqueles engomadinhos metidos à besta! kkkkkkkkkkkk FOI DAHORA!!! kkk Eu e o Leão comemos o psicológico deles, saíram sem argumentos! rsrsrs

(Foto tirada na ForMar 2013)


Ele foi convidado pelo SENAI a dar aulas de marcenaria e ajudou a alavancar com sua popularidade nas redes sociais os cursos que corriam o risco de serem extintos como o de Tapeçaria, por exemplo, que hoje possuem turmas de manhã, tarde e noite bombando. 
Mas como nada é pra sempre, depois de 3 anos acabou se desligando da instituição para se dedicar ao seu trabalho na Internet onde possui maior autonomia e hoje em dia consegue até lucrar mais com os eventos, aulas, patrocinadores, palestras, etc...


"No YouTube, passei dos 20 mil inscritos, são mais de 900 novos por mês. Quase um Milhão de minutos assistidos por mês. Média de 8 mil exibições por dia. Já passei a casa das 5 milhões de exibições, contando com videos que retirei do ar."



"Sim, hoje com meus patrocinadores, aliado aos meus cursos livres que estou conseguindo viver e praticamente ajudar mais. Devo crescer e muito estas ajudas, estou arrumando meu atelier para entrar mais ao vivo..."

Exemplo de um Hougout ao vivo: https://www.youtube.com/watch?v=952Ss8IGUxg

"Bom, estes projetos que tenho, em me firmar ainda mais nas ajudas gratuitas que me deram esta fama, isto nunca vou deixar de fazer!!!"


Confira todos os canais do Leão:











Atualização!!!


Postei este link no nosso Grupo Marcenaria BRASIL e o nosso moderador, o Jose Benedito Poletto, postou no debate gerado um desabafo daqueles de cair o cu da bunda que alfinetou TODOS os profissionais envolvidos ao ramo moveleiro desse nosso Brasil Varonil. heheheh

Utopia? Quem sabe...

Ele foi a pessoa que idealizou esta entrevista com o Elias Leão e uniu novamente nós dois depois de meses de afastamento por divergências banais! hehehe


Jose Benedito Poletto
Para mim foi uma honra juntar essas pessoas visto as criações do Luiz Mariano e o conhecimento técnico da referencia em marcenaria Elias Leão Marceneiro por mim hoje complementou o blog e os grupos de marcenaria. Quem sai ganhando com isso a marcenaria Brasileira ainda tenho um sonho que será criar juntos aos arquitetos, designers do grupo um design diferenciado, pois tudo o que foi produzido no Brasil foram copias e
criações vinda do exterior até os materiais que estamos usando tem origem no exterior tendo as maiores e melhores madeiras do mundo limitaram o trabalho aos contraplacados e foram introduzidas espécies como o pinus e eucalipto em nosso bioma sendo que possuímos madeiras com produção muito melhor e o mesmo tempo de crescimento sem nenhuma agressão ao ambiente.

Luiz Mariano:
Nossa Jose Benedito Poletto!! Agora você foi lá no útero da questão... Pelo amor de Deus, copia isso tudo que você postou agora e posta lá no blog nessa postagem do Elias pra ficar documentado esta GRANDE ALFINETADA em todos os profissionais relacionados ao setor moveleiro. FATO!!!

Jose Benedito Poletto:
Luiz Mariano fique a vontade para fazer isso pois temos tantos nomes famosos nesse grupo e muitos marceneiros capacitados a transformar o mobiliário brasileiro pois hoje as grandes multinacionais estão ditando o que podemos fazer e o que não podemos. Postei no grupo o ataque que sofreremos em nosso ganha pão, mas como a marcenaria e o design podem e devem se unir visando prevalecer a uma criação para um país tropical inclusive exportando peças com nosso conceito e não ser uma China de moveis e sim um celeiro de criações sem agredir o meio ambiente como vemos o maior desmatamento da Amazônia e suas madeiras sendo exportadas cruas para os outros paises ganharem dinheiro ao contrario uma cidade Brasileira se trabalharmos bem será a referencia mundial da criação e não Milão na Europa a ditar as regras para nós (peguei pesado kkk)

Gostei tanto que resolvi documentar aqui! hehehe


Autor desta postagem:
(MARCENEIRO)



quinta-feira, 5 de março de 2015

O que fazer com os retalhos de MDF???

Quando um lado não está dando certo vamos para o outro...

Fui obrigado a deixar a produção parada esperando a entrega de material e resolvi soltar na produção uma peça que ajudasse a dar fim nos retalhos de MDF que estavam se acumulando pela marcenaria.
Fiz um projetinho 3D para demonstrar o conceito inicial e lancei no meu perfil do Facebook para testar a reação dos amigos de profissão (VEJA AQUI).









Já a cadeirinha faz parte da minha linha leque (Cadeira Leque) ao qual fiz o 
protótipo no ano passado e postei no Blog da minha empresa o passo-a-passo (VEJA AQUI).

Conceito inicial 3D /
Base de Mesa em "X" p/ Tampo de Vidro:


Trata-se de uma peça conceitual que explora a questão da sustentabilidade onde o foco principal passou a ser criar uma forma inusitada, porém simples de ser executada que utilizasse as sobras de MDF. Alguns reclamaram da ergonomia da peça, pois os pés podem atrapalhar o usuário, mas no debate de apresentação que todos chegaram à conclusão de que tudo depende do tamanho do tampo de vidro. Mas por outro lado sempre defendi que a vida é feita de escolhas, tudo depende do contexto, do objetivo... Muitas vezes precisamos abrir mão da funcionalidade em favor da estética, e vice-versa.


Adaptação para peças menores, mais leves:





Esta é uma criação livre (base de mesa) que postei na internet para quem quiser reproduzir ou melhorar a ideia poder mandar lenha sem problemas. Vou criar mais peças dentro deste contexto e vou postando aqui sempre que possível.


Atualização (06/03/2015):

Outra peça que criei para explorar este forte conceito de utilizar as sobras de MDF da marcenaria é essa Espreguiçadeira Gatuna. Essa criação livre fiz a pedido do meu amigo de Face José Luiz Silveira da Silva para ele produzir para seus filhos. Mas na apresentação a turma gostou tanto que mais gente vai querer fazer (Veja a Apresentação Aqui).






Silhueta retirada da internet (Google Imagens):




Atualização 20/04/2015:



Atualização: 28/03/2017

Banqueta c/ Baú



Esta peça faz parte da coleção de peças artísticas que estou completando para expor em breve. Mais informações sobre esta criação e outras clique (Aqui)!!!

Peças 100% executadas com retalhos da marcenaria e madeira retirada do lixo proporcionando um contraste entre linhas geométricas e orgânicas. 
Confiram!!!



(MARCENEIRO)